A Cidade da Madeira que Virou Pedra: fósseis de 200 milhões de anos, a maior ponte férrea em vão livre da América Latina e paisagens de morros e vales no coração do RS.
Situada entre morros e vales na região central do Rio Grande do Sul, Mata é uma cidade pequena que guarda um tesouro extraordinário: a maior concentração de fósseis vegetais petrificados do Brasil. Conhecida como a 'Cidade da Madeira que Virou Pedra', o município está assentado sobre uma imensa floresta fossilizada de aproximadamente 200 milhões de anos, do período Triássico, que pode ser admirada em diversos pontos do território. A história moderna de Mata começa em 1822, quando José da Silva Pereira recebeu uma sesmaria na região. O desenvolvimento ganhou impulso em 1919 com a inauguração da ferrovia que ligava Santa Maria a Jaguari, e uma vila se formou junto à estação ferroviária. A emancipação veio em 1964, mas foi em 1976, com a chegada do Padre Daniel Cargnin, que Mata descobriu sua verdadeira vocação: o sacerdote identificou e catalogou os fósseis vegetais espalhados pela cidade e zona rural, dedicando-se à proteção desse patrimônio paleontológico único. O Jardim Paleobotânico de Mata, criado em 1980 por convênio entre a UFSM e a prefeitura, é a única reserva do gênero no Brasil — tombado pelo IPHAE em 2018 como patrimônio histórico e artístico do estado. No Museu Padre Daniel Cargnin, mais de 2.500 peças entre fósseis animais, vegetais, minerais e artefatos arqueológicos contam a história de milhões de anos. A Ponte Férrea da Vila Clara, construída em 1939 sobre o Rio Toropi, é considerada a maior ponte férrea em vão livre da América Latina, com 146 metros. A Cascata da Boa Esperança, a apenas 6 km do centro, revela uma queda d'água em meio à mata nativa. Com cerca de 4.700 habitantes, Mata integra o roteiro turístico Caminho das Origens e convida o visitante a desacelerar, caminhar entre fósseis milenares e descobrir uma das histórias geológicas mais fascinantes do sul do Brasil.
Eventos, experiências, serviços e pontos turísticos em Mata.

Única reserva paleobotânica a céu aberto do Brasil, com área de 36.000 m2 onde fósseis vegetais de aproximadamente 200 milhões de anos afloram naturalmente nas encostas dos morros. Criado em 1980 por convênio entre a UFSM e a prefeitura, foi tombado pelo IPHAE em 2018 como patrimônio histórico e artístico do Rio Grande do Sul.

Museu que homenageia o sacerdote que chegou a Mata em 1976 e dedicou-se a catalogar e proteger o patrimônio paleontológico da cidade. Abriga mais de 2.500 peças entre fósseis animais, vegetais, minerais e artefatos arqueológicos, sendo considerado um dos acervos mais completos do gênero no Brasil.

Construída em 1939 por engenheiros ingleses sobre o Rio Toropi, é considerada a maior ponte férrea em vão livre da América Latina, com 146 metros de extensão. Marca a divisa entre as localidades de Vila Clara (Mata) e Passo de Clara (Toropi). Um dos cartões-postais mais icônicos da cidade.

Gruta devocional localizada ao lado da Igreja Matriz Santo Antônio, com escadaria construída inteiramente com fósseis vegetais petrificados. Possui oratório feito de peças de madeira petrificada e pavimentação em pedra fossilizada. Construída em 1926 como cumprimento de promessa feita por um grupo de mulheres.

Queda d'água de 20 metros localizada a 6 km do centro de Mata, em meio a mata nativa na comunidade de Boa Esperança. Possui trilha ecológica e o mini Canyon da Boa Esperança. O melhor horário para visitação e do final da manhã até o meio da tarde, quando o sol ilumina o vale.

Praça central de Mata construída inteiramente com materiais fósseis, especialmente troncos de árvores petrificadas. Possui formato triangular e é um dos pontos de convivência mais singulares do município, onde a paleontologia se integra ao cotidiano da cidade.
Mata é conhecida por seus eventos que movimentam a cidade ao longo do ano.

Celebração do aniversário de emancipação da cidade, com desfiles, shows musicais, exposições de fósseis e artesanato local. A programação reúne moradores e visitantes em torno da história e cultura matense.

Festa tradicional de origem alemã celebrada anualmente em Mata, com baile, música, gastronomia típica e encontro comunitário. Herança dos imigrantes germânicos que chegaram a região em 1904.

Evento de turismo que abre as portas dos principais atrativos paleontológicos de Mata ao público, com visitas guiadas ao Jardim Paleobotânico, ao Museu Padre Daniel Cargnin e a Cascata da Boa Esperança.
Uma seleção da cena gastronômica de Mata.

Restaurante localizado junto ao Hotel Paleon, no centro de Mata. Atende diariamente com serviço de buffet ao meio-dia, com culinária regional gaúcha e pratos coloniais. Referência para visitantes do circuito paleontológico.

Espaço de eventos e gastronomia próximo a Igreja Matriz Santo Antônio. Serve refeições nos fins de semana e funciona como local para celebrações e encontros comunitários, em ambiente que remete ao patrimônio fóssil da cidade.

Lancheria tradicional no centro de Mata, na Rua do Comércio. Ambiente simples e familiar, com lanches, petiscos e bebidas. Ponto de encontro da comunidade local e de visitantes que exploram o circuito paleontológico.
Acesso pela BR-287 e RS-532, a 85 km de Santa Maria e 378 km de Porto Alegre. Estrada asfaltada em boas condições.
Linhas intermunicipais a partir de Santa Maria e Jaguari, com saidas diárias. A rodoviária fica no centro da cidade.
O aeroporto mais próximo é o de Santa Maria (RIA), a 85 km. Alternativa: Salgado Filho (POA) em Porto Alegre.

Município vizinho ao sul, com patrimônio paleontológico compartilhado, termas e paisagens do Bioma Pampa.

Terra da colonização italiana, vinhos artesanais, Festival do Risoto e paisagens de morros e vales no Vale do Jaguari.

Maior cidade da região central do RS, sede da UFSM, com vida cultural intensa é porta de entrada para o turismo paleontológico.

Capital das Missões, com paineis de Aldo Locatelli na Catedral, herança jesuítica e rica produção cultural nativista.
Descubra experiências únicas, eventos imperdíveis e lugares encantadores em Mata, Rio Grande do Sul.