A Cidade Morena onde sobá, chipa, tereré e esfiha se encontram sob ipês cor-de-rosa — porta de entrada do Pantanal e de Bonito.
Campo Grande, a Cidade Morena, é a capital de Mato Grosso do Sul e o coração do Centro-Oeste brasileiro — um cruzamento de culturas onde pantaneiros, indígenas, paraguaios, japoneses, sírio-libaneses, bolivianos e gaúchos compartilham a mesma rua, a mesma mesa e o mesmo céu vermelho de fim de tarde. Fundada em 21 de junho de 1872 por José Antônio Pereira, ganhou o apelido de 'Cidade Morena' por causa da cor avermelhada da terra. Hoje abriga cerca de 916 mil habitantes e é o principal portal de acesso ao Pantanal e às águas cristalinas de Bonito. Em Campo Grande, a tradição não fica num museu: ela é servida em tigela. O sobá — herança dos imigrantes okinawanos que chegaram em 1914 — virou patrimônio cultural imaterial do município e símbolo da cidade, vendido principalmente nas barracas da Feira Central. Ali também estão a chipa paraguaia, o tereré gelado bebido em rodas de amigos a qualquer hora do dia, a esfiha sírio-libanesa de pasta amarela e o pintado pantaneiro à urucum. As avenidas largas — como a Afonso Pena, com seus 12 km de ipês — convidam a caminhar entre o casario histórico do Centro, a imponente Catedral Metropolitana de Santo Antônio e o Mercadão Municipal Antônio Valente, em funcionamento desde 1958. O Parque das Nações Indígenas, com mais de 1 milhão de m², reúne lago, museus e o Monumento ao Índio em meio ao verde do cerrado. Quem busca o legado indígena visita o Memorial da Cultura Indígena, na Aldeia Urbana Marçal de Souza — único bairro indígena urbano do Brasil. Campo Grande é a capital onde se respira fronteira, descansa-se sob ipês e se descobre, em cada esquina, uma comida que veio de longe e virou daqui.
Eventos, experiências, serviços e pontos turísticos em Campo Grande.

Com mais de 1 milhão de m², é um dos maiores parques urbanos do Brasil. Lago formado pela nascente do Córrego Prosa, 4 km de pista pavimentada, ciclovia, pista de skate, concha acústica Helena Meirelles e o icônico Monumento ao Índio (Zarabatana), do artista Roberto Montezuma.

Localizado na Aldeia Urbana Marçal de Souza — único bairro indígena urbano do Brasil — o memorial em forma de oca-ema, construído em bambu e palha de bacuri, expõe e comercializa artesanato Terena, Kinikinau, Guarani e Kadiwéu.

Aberta às quartas, sextas, sábados e domingos, é a alma gastronômica da cidade — barracas de sobá, yakisoba, espetinhos, peixadas e tereré em meio ao Monumento ao Sobá. Patrimônio cultural imaterial do município.

Inaugurado em 1958, ocupa 2.051 m² com 114 boxes vendendo frutas regionais, peixes do Pantanal, bombas de tereré, doces de leite e a famosa sopa paraguaia. Patrimônio histórico-cultural revitalizado em 2006.

Catedral em estilo neogótico tardio, construída entre 1958 e 1965 e dedicada a Nossa Senhora da Abadia e Santo Antônio, padroeiros da cidade. Cartão-postal do Centro, tem vitrais de Conrado Sorgenicht Filho.

Marco do ponto histórico de fundação da cidade, o Horto reúne mais de 4 hectares de mata nativa do cerrado em pleno Centro. Ideal para caminhadas e observação de aves urbanas.

Eixo principal da cidade, com 12 km de extensão e mais de 7 mil ipês plantados em seu canteiro central. Em julho e agosto, floresce em rosa e amarelo num dos espetáculos urbanos mais bonitos do Brasil.
Campo Grande é conhecida por seus eventos que movimentam a cidade ao longo do ano.

Festival que celebra a tradição sírio-libanesa em Campo Grande, comunidade que moldou a cidade desde o início do século XX. Promovido pelo Clube Sírio-Libanês, traz comidas típicas, pratos árabes, danças e shows.

Maior festival multicultural do Centro-Oeste, reúne música, dança, gastronomia e artesanato dos países sul-americanos — com forte presença das culturas paraguaia, boliviana e dos povos indígenas pantaneiros. Programação gratuita.

Carnaval de rua com blocos tradicionais, escolas de samba e o tradicional desfile do Cordão Valu — um dos blocos mais antigos da capital. Ocupa o entorno da Esplanada Ferroviária e do Centro.

Em torno do dia 13 de junho, a cidade inteira se mobiliza para celebrar o padroeiro Santo Antônio com novena, missas, quermesses, comidas típicas e quadrilhas — tradição que se mistura com o aniversário da cidade no dia 21.
Uma seleção da cena gastronômica de Campo Grande.

O prato-símbolo da cidade: macarrão de trigo cozido em caldo aromático com carne, ovo e cebolinha, herança okinawana servido em tigelas fumegantes. Patrimônio cultural imaterial de Campo Grande, vendido nas barracas da Feira Central desde os anos 1950.

Pãezinhos de polvilho e queijo — herança paraguaia que tomou conta da capital. Vendidos quentinhos em carrinhos e padarias pela cidade, especialmente no Mercadão Municipal e nos arredores da Rodoviária.

O tereré — erva-mate gelada com água, limão e ervas — é a bebida que define a sociabilidade campo-grandense. Tomado em rodas de amigos a partir do meio-dia, encontra parada certa nas praças do Centro e nas barracas da Feira Central.

Aberto em 1958, o Mercadão é parada obrigatória para experimentar peixada de pintado, pacu assado, sopa paraguaia, doces de leite e levar bombas de tereré em alpaca, bambu ou couro como lembrança.
O Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR) fica a apenas 6 km do Centro e recebe voos diretos das principais capitais brasileiras.
Campo Grande é o grande entroncamento rodoviário do Centro-Oeste, cortada pela BR-163 (norte-sul) e BR-262 (leste-oeste).
O Terminal Rodoviário de Campo Grande, no bairro Universitário, opera linhas para todas as capitais do Centro-Oeste, Sudeste e para o Paraguai e Bolívia.

Cidade vizinha conhecida pela tradição rural, festas religiosas e proximidade com áreas de turismo de pesca e ecoturismo no Pantanal Sul.

Município próximo da capital, ponto de partida para chácaras, pesqueiros e o cerrado sul-mato-grossense. Recebe nome da etnia Terena, presente na região.

Portão de entrada do Pantanal Sul, banhada pelo Rio Aquidauana — destino de pousadas pantaneiras, pesca esportiva e cavalgadas. Centro histórico tombado.

Capital nacional do ecoturismo, com rios de água cristalina como Sucuri, Prata e Formoso, grutas e cachoeiras. Um dos destinos mais premiados do Brasil.

Conhecida como Capital do Pantanal, na fronteira com a Bolívia. Ponto de partida para o Pantanal Norte de MS, pesca, observação de fauna e Festa do Banho de São João.
Descubra experiências únicas, eventos imperdíveis e lugares encantadores em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.