Capital do Pantanal: Rio Paraguai, casario do século XIX, fronteira boliviana e o terceiro maior carnaval do Brasil.
Corumbá é a Capital do Pantanal — uma cidade de pouco mais de 96 mil habitantes encrustada na fronteira oeste do Brasil com a Bolívia, debruçada sobre o Rio Paraguai e cercada por 60% do Pantanal sul-mato-grossense, a maior planície alagável contínua do planeta. Fundada em 21 de setembro de 1778 pelo sargento-mor Marcelino Rois Camponês como Vila de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque, Corumbá viveu seu apogeu no fim do século XIX, quando seu porto fluvial chegou a ser o terceiro maior da América Latina, recebendo navios europeus que sulcavam o Rio da Prata até o coração da América do Sul. Esse passado permanece vivo no Casario do Porto, conjunto arquitetônico tombado pelo IPHAN em 1992, com sobrados art nouveau e ecléticos do século XIX que abrigam hoje museus, ateliês e cafés. Acima do Porto Geral, a cidade alta guarda a Catedral Nossa Senhora da Candelária, o Forte Junqueira (1871), erguido após a Guerra do Paraguai com canhões Krupp ingleses jamais disparados, e o Museu de História do Pantanal (MUHPAN). Mas o que faz Corumbá única é a fronteira: pela ponte do Rio Paraguai chega-se em minutos a Puerto Quijarro e Puerto Suárez, na Bolívia, e o cardápio mistura sopa paraguaia, chipa, sobá japonês, salteñas bolivianas e o pintado pantaneiro grelhado. O Carnaval de Corumbá é o terceiro maior do Brasil, atrás apenas de Rio e Salvador, com escolas de samba que arrastam multidões pela Avenida General Rondon. E quando o sol se põe sobre o Rio Paraguai, com tuiuiús cruzando o céu e barcos-hotel partindo para o Pantanal profundo, dá pra entender por que aqui se diz que o Pantanal não é destino, é estado de alma.
Eventos, experiências, serviços e pontos turísticos em Corumbá.

Conjunto arquitetônico de sobrados do final do século XIX e início do XX, ao longo da Rua Manoel Cavassa, no Porto Geral. Tombado como Patrimônio Histórico Nacional em 1992 pelo IPHAN, abriga museus, restaurantes, ateliês e cafés. Era o coração comercial quando Corumbá tinha o terceiro maior porto fluvial da América Latina.

Forte construído em 1871 após a Guerra do Paraguai, com paredes de calcário de três metros de espessura e doze canhões Krupp ingleses de 75mm fabricados em 1872 — jamais disparados. Sede do 17º Batalhão de Fronteira, abre para visitação guiada com vista panorâmica para o Pantanal e o Rio Paraguai.

Igreja matriz erguida no século XIX em estilo neoclássico, padroeira da cidade. Localizada na Praça da Independência, no alto da cidade, é referência religiosa e arquitetônica de Corumbá. As torres gêmeas com sinos importados se destacam no skyline histórico.

Instalado em sobrado histórico restaurado no Casario do Porto, conta a história natural e cultural do Pantanal e da fronteira oeste — povos indígenas, Guerra do Paraguai, ciclo do porto, ferrovia Noroeste do Brasil e cultura pantaneira contemporânea. Mantido pelo Instituto Homem Pantaneiro.

Maior planície alagável contínua do mundo, com 60% de seu território dentro do município de Corumbá. Acessado por barcos-hotel que partem do Porto Geral e pousadas na Estrada Parque Pantanal. Avistamento de jacarés, capivaras, tuiuiús, ariranhas e — se houver sorte — onças-pintadas. Ciclo cheia/seca define a paisagem.

Segundo maior rio da Bacia do Prata e principal hidrovia do Pantanal. Em Corumbá oferece passeios de barco, pesca esportiva, cruzeiros em barcos-hotel e procissões fluviais. O pôr do sol visto do Porto Geral, com a silhueta do Casario contra o céu alaranjado, é um dos cartões-postais da cidade.

Rodovia MS-184/MS-228 de 120 km que corta o Pantanal entre Corumbá e Buraco das Piranhas, com 74 pontes de madeira sobre vazantes e baías. É a principal porta de entrada terrestre para pousadas pantaneiras, com avistamento garantido de jacarés, capivaras, tuiuiús e veados-campeiros. Acesso pela BR-262.

Maciço de 1.065 metros de altitude com solo rico em ferro e manganês, marco geográfico de Corumbá. O mirante natural oferece vista 360 graus sobre o Pantanal, o Rio Paraguai e a fronteira boliviana. Trilhas guiadas e voo livre de parapente ao amanhecer.
Corumbá é conhecida por seus eventos que movimentam a cidade ao longo do ano.

Considerado o terceiro maior carnaval do Brasil, atrás apenas de Rio e Salvador. Sete dias de festa com desfiles das escolas de samba (Mocidade Independente da Nova Corumbá, A Pesada, Caprichosos da Zona Velha, entre outras) na Avenida General Rondon, blocos tradicionais como Banda do Roxo, Coisa Nossa e Bateria Furacão, e o icônico Casario Folia no Porto Geral.

Evento cultural multinacional que reúne música, dança, teatro, gastronomia e artesanato do Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai, Chile, Peru e demais países sul-americanos. Realizado no Centro de Convenções e em palcos espalhados pelo Casario do Porto, celebra a identidade fronteiriça de Corumbá.

Única festa junina do Brasil que banha o santo no rio. Procissão fluvial pelo Rio Paraguai com dezenas de embarcações decoradas, missa no Porto Geral, queima de fogos, comidas típicas e a tradicional bênção dos barcos e pescadores. Festa centenária que mistura catolicismo popular e cultura ribeirinha.

Festival gastronômico que celebra os peixes do Pantanal — pintado, pacu, dourado, piranha e jaú — com restaurantes locais disputando prêmios pelos melhores pratos: pintado à urucum, mojica de pintado, pacu assado com farofa pantaneira e caldo de piranha. Inclui shows regionais e oficinas de culinária pantaneira.

Em 21 de setembro a cidade celebra sua fundação (1778) com missa solene na Catedral Nossa Senhora da Candelária, desfile cívico-militar pela Avenida General Rondon, shows regionais, feira de artesanato pantaneiro e degustação gratuita do tradicional bolo gigante na Praça da Independência.
Uma seleção da cena gastronômica de Corumbá.

Casa tradicional especializada em peixes do Pantanal há mais de duas décadas. Pintado à urucum, pacu assado com farofa pantaneira de banana, mojica e caldo de piranha são os destaques, servidos em porções fartas com vista para o Rio Paraguai.

Restaurante referência em culinária pantaneira, com pintado na telha, paçoca de pilão, arroz carreteiro e sobremesas de frutos do cerrado como bocaiuva e cumbaru. Casa familiar tradicional do Centro de Corumbá.

Cozinha contemporânea pantaneira com toques sul-americanos — herança da fronteira boliviana e paraguaia. Sopa paraguaia, chipa, salteñas, costela de boi pantaneiro e cortes nobres acompanhados de tereré gelado. Ambiente climatizado em sobrado histórico do Casario.

Bar e restaurante histórico instalado em sobrado do século XIX no Porto Geral. Cardápio de petiscos pantaneiros — iscas de pintado, bolinho de pacu, banana frita com queijo nabuk — e drinques regionais com cachaça envelhecida e frutas do cerrado.

Comida regional servida em panelas de ferro com cardápio de fronteira: pintado pantaneiro, pacu na brasa, sopa paraguaia, chipa e o tradicional puchero (cozido boliviano). Casa simples e autêntica, ponto de encontro de moradores.
Corumbá fica a 425 km de Campo Grande pela BR-262, conhecida como Rota Bioceânica, que atravessa o Pantanal Sul de leste a oeste. Trecho asfaltado em bom estado, com 74 pontes na Estrada Parque Pantanal (MS-184) para quem quer mergulhar na natureza.
O Aeroporto Internacional de Corumbá (CMG) recebe voos diários de Campo Grande e conexões para São Paulo via Azul. Há ainda o Aeroporto de Puerto Suárez (Bolívia), a 20 km, com voos para La Paz e Santa Cruz de la Sierra.
Linhas regulares conectam Corumbá a Campo Grande, Aquidauana, Miranda e Ponta Porã pela rodoviária local. Travessias internacionais para Puerto Suárez e Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) operam diariamente pela Ponte da Amizade.
O Rio Paraguai é via principal de acesso ao Pantanal profundo: barcos-hotel partem diariamente do Porto Geral para roteiros de pesca e ecoturismo. Em Puerto Quijarro (Bolívia), parte o histórico Tren del Pantanal ("Trem da Morte") rumo a Santa Cruz de la Sierra.

Cidade-enclave dentro do território de Corumbá, sede do 6º Distrito Naval da Marinha do Brasil. Abriga o Museu Naval do Pantanal e a Base Fluvial. Conurbada com Corumbá, é base da defesa fluvial brasileira no Rio Paraguai.

Cidade boliviana logo após a Ponte da Amizade sobre o Rio Paraguai. Porta de entrada para a Bolívia, com a Feira Brasil-Bolívia (Feira Bolívia), salteñas, mercados de artesanato e estação ferroviária do Trem da Morte rumo a Santa Cruz de la Sierra.

Distrito histórico de Corumbá às margens do Rio Paraguai, antigo entroncamento ferroviário da Noroeste do Brasil e ponto estratégico durante a Guerra do Paraguai. Hoje é vilarejo pesqueiro tranquilo com pousadas pantaneiras.

Cidade pantaneira no caminho entre Corumbá e Campo Grande, banhada pelo Rio Miranda. Centro da cultura indígena Terena, com aldeias, artesanato em barro e festivais culturais. Porta de entrada sul para o Pantanal pela Estrada Parque.

Portão de entrada do Pantanal Sul pelo eixo Campo Grande, banhada pelo Rio Aquidauana. Destino de pousadas pantaneiras, pesca esportiva, cavalgadas e centro histórico tombado pelo IPHAN com casario eclético do início do século XX.
Descubra experiências únicas, eventos imperdíveis e lugares encantadores em Corumbá, Mato Grosso do Sul.