Do reggae de São Luís às dunas e lagoas dos Lençóis Maranhenses: o Maranhão é Patrimônio Mundial, Bumba Meu Boi e aventura em cada esquina.
O Maranhão é um daqueles estados que parecem reunir vários Brasis num só território. Com 329 mil km² encaixados entre o Nordeste e a Amazônia, ele emenda praias, manguezais, cerrado, mata de cocais e a floresta amazônica — tudo isso costurado por 640 km de litoral atlântico e por rios como o Parnaíba, o Mearim e o Tocantins. O cartão-postal mais famoso é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, tornado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2024: um mar de dunas brancas entremeado por lagoas de água doce que se formam na estação chuvosa, entre Barreirinhas, Santo Amaro do Maranhão e Primeira Cruz. Mas é só atravessar o estado rumo ao sul que a paisagem muda completamente, e o viajante encontra os paredões, cânions e cachoeiras do Parque Nacional da Chapada das Mesas, em Carolina e Riachão. No litoral, a capital São Luís — única cidade brasileira fundada por franceses, em 1612 — guarda um dos maiores conjuntos de arquitetura colonial portuguesa das Américas, com seus sobrados de azulejos reconhecidos pela UNESCO desde 1997. Do outro lado da baía, a vizinha Alcântara conserva ruas de pedra, igrejas e ruínas que contam o auge e a queda do ciclo do algodão. A cultura é outro espetáculo à parte: o Bumba Meu Boi do Maranhão, Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, toma São Luís em junho e julho com seus sotaques de matraca, zabumba, baixada e orquestra. A cozinha traduz essa mistura no arroz de cuxá, na torta capixaba maranhense, no caranguejo, na peixada e na tradicional cachaça Tiquira. No Maranhão, o meVOU te leva do reggae da capital às lagoas de Santo Amaro, passando pelas quitandas barrocas de Alcântara e pelos jaleos das festas juninas.

1.037.775 habitantes
Capital do Maranhão e única cidade brasileira fundada por franceses (1612). Seu centro histórico é Patrimônio Mundial UNESCO (1997), com mais de 3.500 imóveis coloniais em azulejo português. Berço do reggae brasileiro, do Bumba Meu Boi e de uma cena gastronômica marcada pelo arroz de cuxá e pelo peixe na telha.

273.110 habitantes
Segunda maior cidade do Maranhão e principal polo econômico do sudoeste do estado. Às margens do rio Tocantins, concentra comércio, logística e universidades, servindo de porta de entrada para a Chapada das Mesas.

244.579 habitantes
Terceira cidade mais populosa do estado, na Ilha de Upaon-Açu, abriga o Santuário que recebe meio milhão de peregrinos por ano e preserva tradições como o Lava-Bois e o Lava-Pratos de encerramento do Carnaval.

156.970 habitantes
Cidade histórica no leste do Maranhão, palco da batalha final da Balaiada e terra natal do poeta Gonçalves Dias. Arquitetura colonial portuguesa e igrejas do século XIX marcam o centro.

65.589 habitantes
Conhecida como o Portal dos Lençóis Maranhenses, é a principal base de turistas que visitam as dunas e lagoas do Parque Nacional. Fica a 252 km de São Luís e vive do turismo, do artesanato em buriti e da pesca no Rio Preguiças.

22.228 habitantes
Cidade colonial fundada em 1648, tombada integralmente pelo IPHAN. Foi polo do ciclo do algodão e hoje guarda sobrados em ruínas, igrejas barrocas e o pelourinho original. Abriga também o Centro de Lançamento de Alcântara.
13.949 habitantes
Entrada oeste dos Lençóis Maranhenses, menos movimentada que Barreirinhas. Dá acesso à Lagoa da Gaivota e a roteiros mais isolados no interior do parque, com pousadas rústicas e cenários quase intocados.

Barreirinhas
156.584 hectares de dunas móveis e lagoas de água doce que se formam na estação chuvosa (janeiro a julho). Reconhecido como Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO em 2024, recebeu cerca de 408 mil visitantes em 2023. Principais bases: Barreirinhas, Santo Amaro do Maranhão e Atins.

Barreirinhas
Duas das lagoas mais visitadas dos Lençóis Maranhenses, com acesso em 4x4 a partir de Barreirinhas. Águas transparentes entre dunas brancas, ideais para banho entre junho e setembro.

São Luís
Patrimônio Cultural da Humanidade UNESCO desde 1997. Mais de 3.500 imóveis dos séculos XVII a XIX, com fachadas de azulejos portugueses e ladeiras como a do Passo, da Sá Viana e a Rua Portugal. Palco do Reggae, do Bumba Meu Boi e do Tambor de Crioula.

São Luís
Sede do governo do Maranhão desde 1776, no coração do centro histórico de São Luís, sobre a antiga fortificação francesa de São Luís. Abriga acervo com 1.300 obras entre pinturas, prataria portuguesa, porcelanas e mobiliário de época, e está dentro da área tombada pela UNESCO.

Carolina
160 mil hectares de cerrado protegido entre Carolina, Riachão e Estreito, com formações rochosas em mesa, cânions e cachoeiras como São Romão, Prata, Santa Bárbara (75 m) e o Poço Azul. Um dos paraísos de ecoturismo e trilhas do Maranhão.

Carolina
Piscina natural de águas cristalinas dentro do Parque Nacional da Chapada das Mesas, alimentada por nascentes. Temperatura amena e areia branca atraem visitantes em roteiros saindo de Carolina.

Alcântara
Cidade tombada pelo IPHAN em 1948, com ruínas do antigo palácio, Igreja de São Matias, Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e o pelourinho original em pedra. Um mergulho na memória do ciclo do algodão maranhense.

Alcântara
Em Alcântara, as paredes remanescentes da antiga igreja jesuítica do século XVII dão testemunho do Brasil colonial e rendem algumas das paisagens urbanas mais fotogênicas do Nordeste.

São José de Ribamar
Templo católico que recebe cerca de 500 mil peregrinos em setembro, devotos do padroeiro dos pescadores. Fica a poucos metros da orla e reúne romarias, procissão marítima e festas populares.
Os grandes eventos que movimentam Maranhão ano após ano.

São Luís
Ciclo festivo reconhecido pela UNESCO (2019) como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Dezenas de grupos tomam São Luís e o interior com sotaques de matraca, zabumba, baixada, costa-de-mão e orquestra, em apresentações que vão do batismo à morte do boi.

São Luís
Maior ciclo junino do Norte-Nordeste no calendário maranhense, com arraiais oficiais, quadrilhas, tambor de crioula, cacuriá, dança do coco e, claro, os bois de todos os sotaques desfilando por São Luís.

São Luís
Manifestação afro-maranhense reconhecida pelo IPHAN como Patrimônio Cultural do Brasil em 2007. Une dança circular, canto e percussão de tambores em homenagem a São Benedito, presente em terreiros, festas religiosas e celebrações populares em todo o estado.
Alcântara
Uma das festas religiosas populares mais antigas do Maranhão, celebrada desde o século XVIII. Caixeiras, Imperador e Imperatriz, procissões, almoços coletivos e o tradicional doce de espécie marcam os dias que culminam no Domingo de Pentecostes.
Barreirinhas
Festival Internacional realizado entre São Luís e Barreirinhas, reunindo nomes do jazz, blues e da música instrumental brasileira em shows gratuitos com as dunas dos Lençóis ao fundo.
São José de Ribamar
Peregrinação que reúne cerca de 500 mil fiéis em torno do Santuário de Ribamar, padroeiro dos pescadores, com novenas, procissão fluvial e o tradicional Lava-Bois logo após o período junino.
Descubra experiências únicas, eventos imperdíveis e lugares encantadores em todo o estado.