Encravada no sul de Roraima, a poucos quilômetros da Linha do Equador, Rorainópolis é a cidade que mostra ao viajante o lado florestal do estado — diferente do lavrado de Boa Vista, aqui a Amazônia chega densa e cerrada nas margens da BR-174. Emancipada em 17 de outubro de 1995 a partir de Caracaraí, a cidade nasceu como projeto de colonização agrícola do INCRA na década de 1980 e cresceu rápido: hoje é o segundo município mais populoso de Roraima, com cerca de 38 mil habitantes distribuídos por um território gigantesco de 33,5 mil km², um dos maiores do Brasil. O nome combina "Roraima" e a palavra grega "polis" — cidade — e traduz bem a vocação: ser o centro urbano do extremo sul do estado, ponto de apoio para quem viaja entre Manaus e Boa Vista. A economia mistura agricultura familiar (mandioca, banana, milho, arroz), pecuária e extrativismo de castanha-do-pará e madeira manejada. O grande tesouro natural é a Floresta Nacional do Anauá, unidade de conservação federal administrada pelo ICMBio na margem esquerda do Rio Branco, batizada em homenagem ao Rio Anauá — afluente vital para a pesca de tambaqui, surubim e tucunaré que abastece os mercados regionais. No distrito de Nova Colina, a comunidade de Vila Equador guarda o famoso Marco da Linha do Equador às margens da BR-174: parada obrigatória onde o visitante coloca um pé em cada hemisfério. A cultura local mistura migrantes nordestinos (forró pé-de-serra, festejos juninos), tradições indígenas Wai-Wai e a fé católica reunida em torno da padroeira Nossa Senhora da Assunção, celebrada em 5 de agosto. Quem chega encontra uma cidade de ruas largas, calor amazônico úmido e o silêncio da floresta logo depois da última esquina.
Eventos, experiências, serviços e pontos turísticos em Rorainópolis.

Unidade de conservação federal administrada pelo ICMBio com mais de 250 mil hectares de floresta amazônica preservada à margem esquerda do Rio Branco; abriga rica biodiversidade, trilhas de pesquisa e comunidades extrativistas — nome em homenagem ao Rio Anauá.

Monumento à beira da BR-174, no distrito de Nova Colina, comunidade Equador, marca exatamente o paralelo 0° — um pé em cada hemisfério. Parada obrigatória entre Manaus e Boa Vista, símbolo da identidade equatorial do município.

Afluente da margem esquerda do Rio Branco, cruza o município e dá nome à Floresta Nacional. É um dos rios mais piscosos do sul de Roraima — pesca de tambaqui, surubim, pirarucu e tucunaré sustenta a economia regional.

Núcleo urbano organizado em torno da Avenida Ayrton Senna, eixo principal da cidade onde se concentram comércio, prefeitura, igreja matriz e a praça central — ponto de encontro durante festejos cívicos e religiosos.

Templo católico do centro de Rorainópolis dedicado à padroeira do município, celebrada em 5 de agosto; centro das procissões e novenas que reúnem fiéis de toda a região sul de Roraima.

Trecho da BR-174 entre Rorainópolis e a divisa com o Amazonas, atravessando longas reservas de floresta amazônica primária, incluindo o entorno da Floresta Nacional do Anauá; uma das estradas mais cênicas da Amazônia setentrional.
Rorainópolis é conhecida por seus eventos que movimentam a cidade ao longo do ano.

Evento de abertura do ano nos dias 1 e 2 de janeiro com shows de forró, sertanejo e brega, comidas típicas e atividades comunitárias — uma das festas mais aguardadas do calendário municipal.

Festejo carnavalesco com blocos de rua, marchinhas e shows ao ar livre na área central da cidade, reunindo comunidades de Nova Colina, Martins Pereira e do entorno.

Tradicional ciclo junino com quadrilhas, comidas típicas (paçoca, canjica, pamonha, cuscuz), forró pé-de-serra e arraial comunitário — forte herança da migração nordestina que colonizou o sul de Roraima.

Festa da padroeira do município no dia 5 de agosto, com novena, missa solene, procissão pelas ruas centrais e quermesse com pratos regionais; reúne fiéis de toda a região sul de Roraima.

Comemoração da emancipação do município (17 de outubro de 1995) com programação cívica, shows musicais, exposições de produtores rurais e gastronomia regional na área central.
Uma seleção da cena gastronômica de Rorainópolis.

Casa especializada em peixes do Rio Anauá e do Rio Branco — tambaqui assado na brasa, costela de tambaqui, surubim na chapa e caldeirada de tucunaré, acompanhados de pirão, farofa de banana e arroz branco.

Parada clássica para caminhoneiros e viajantes na rota Manaus–Boa Vista, com almoço self-service, peixe frito, paçoca de carne, farofa de banana e o tradicional café com tapioca.

Cozinha nordestina trazida pelos colonos do INCRA: baião de dois, carne de sol, paçoca de pilão, buchada e cuscuz no almoço; à noite, forró pé-de-serra ao vivo nos fins de semana.

Lanchonete tradicional com açaí na tigela vindo do extrativismo regional, cupuaçu, tapioca recheada, pamonha de milho e sucos de frutas amazônicas — buriti, taperebá e graviola.
Acesso direto pela BR-174, que corta o município de norte a sul ligando Manaus (cerca de 470 km ao sul) a Boa Vista (cerca de 290 km ao norte).
O município não possui aeroporto comercial — o acesso aéreo é feito pelo Aeroporto Internacional de Boa Vista Atlas Brasil Cantanhede (BVB), a cerca de 290 km ao norte.
Linhas regulares interestaduais e intermunicipais conectam Rorainópolis a Manaus, Boa Vista e cidades vizinhas pela BR-174.
O Rio Anauá e o Rio Branco permitem deslocamento fluvial regional, principalmente para comunidades extrativistas e ribeirinhas próximas à Floresta Nacional do Anauá.

Pequeno município ribeirinho ao Rio Anauá, vizinho ao norte de Rorainópolis, com economia agrícola e forte presença pesqueira no rio que dá nome à região.

Cidade do sudeste de Roraima, parte da região turística Águas e Florestas da Linha do Equador, com cachoeiras, balneários e produção de banana e mandioca.

Município no sudeste roraimense, próximo à divisa com o Amazonas e Pará, conhecido pela produção de banana e pelo acesso a igarapés e cachoeiras na floresta amazônica.

Maior porto fluvial de Roraima, às margens do Rio Branco, sede do NGI Caracaraí (ICMBio); cidade-chave da região do baixo Branco e portal para o Parque Nacional do Viruá.

Capital de Roraima e única capital brasileira ao norte da Linha do Equador, com o Centro Cívico radial, Orla Taumanan, Catedral Cristo Redentor e Parque Anauá.
Descubra experiências únicas, eventos imperdíveis e lugares encantadores em Rorainópolis, Roraima.