Capital do estado de Roraima e única capital brasileira inteiramente situada ao norte da linha do Equador, Boa Vista nasceu em 1830 às margens do Rio Branco e hoje reúne cerca de 436 mil habitantes — a maioria da população de todo o estado. A cidade é famosa pelo seu desenho urbano único: planejado a partir de 1944 pelo engenheiro Darcy Aleixo Derenusson em formato de leque radial, inspirado em Paris e em Belo Horizonte, irradia 16 avenidas a partir da Praça do Centro Cívico Joaquim Nabuco, onde ficam o Palácio Senador Hélio Campos, a Assembleia Legislativa e a imponente Catedral Cristo Redentor. Caminhar pela Orla Taumanan — palavra Macuxi que significa 'paz' — é entender a alma boa-vistense: bares, apresentações de MPB ao entardecer, casais sentados nos bancos com vista para o Rio Branco e a Ponte dos Macuxis cruzando ao fundo. A cidade carrega forte presença indígena (Macuxi, Wapichana, Taurepang, Ingarikó) somada à herança nordestina trazida pelos migrantes do século XX, mistura que se traduz no forró pé-de-serra das praças, no sertanejo dos bares e na gastronomia: damorida picante de origem Wapichana feita com tucupi e jambu, peixe assado na folha de bananeira, paçoca de carne com farinha (reconhecida em 2025 como prato nacional) e farofa de banana acompanhando o churrasco. Em meio ao calor amazônico equatorial, o Parque Anauá oferece 106 hectares de lavrado preservado — o maior parque urbano do Norte do Brasil. Quem busca aventura encontra a poucas horas o Forte São Joaquim (1775), as praias fluviais que surgem na seca do Branco e a misteriosa Pedra Pintada, com inscrições rupestres milenares. Boa Vista é o ponto de partida ideal para descobrir o Brasil mais setentrional.
Eventos, experiências, serviços e pontos turísticos em Boa Vista.

Coração radial da cidade — desenhado em formato de leque, dela partem 16 avenidas. Reúne o Palácio Senador Hélio Campos, a Assembleia Legislativa, a Catedral Cristo Redentor e o Monumento ao Garimpeiro.

Estrutura suspensa de 6.500 m² inaugurada em 2004 sobre a margem direita do Rio Branco; o nome significa 'paz' em macuxi e reúne as plataformas Meiremê (arco-íris) e Weikepá (nascer do sol), com bares e shows de MPB ao entardecer.

Catedral diocesana de arquitetura modernista situada na Praça do Centro Cívico, principal templo católico de Boa Vista e ponto de encontro da capital roraimense.

Maior parque urbano do Norte do Brasil, com 106 hectares de lavrado (savana das Guianas). Abriga museu, anfiteatro, lago dos Americanos, kartódromo, parque aquático e estádio Totozão.

Principal rio do estado e símbolo de Roraima, banha o lado oeste de Boa Vista. Na seca aparecem praias fluviais como Caçari, Polar e Grande, palco do Festival de Praia.

Ruínas tombadas de fortificação construída em 1775 pelos portugueses na confluência dos rios Uraricoera e Tacutu, cerca de 32 km ao norte de Boa Vista; importante marco da defesa da Amazônia colonial.

Escultura no centro da Praça do Centro Cívico em homenagem aos garimpeiros que ocuparam Roraima nas décadas de 1970 e 1980, criada por Walter Bastos de Melo e Francisco da Luz Moraes.
Boa Vista é conhecida por seus eventos que movimentam a cidade ao longo do ano.

Carnaval popular com blocos, trios elétricos e shows na Praça Germano Sampaio e na Orla Taumanan, embalado por axé, samba e marchinhas em pleno calor equatorial.

Tradicional festejo com quadrilhas, comidas típicas, forró pé-de-serra e apresentações de grupos juninos durante todo o mês de junho, com forte herança nordestina e indígena.

A cidade comemora seu aniversário (9 de julho, fundação em 1890) com programação de shows, missas, exposições culturais e atividades cívicas no Centro Cívico.

Realizado durante a vazante do Rio Branco, quando surgem extensas praias de areia branca às margens do rio; oferece shows musicais, esportes aquáticos, gastronomia regional e luaus.
Uma seleção da cena gastronômica de Boa Vista.

Casa boa-vistense tradicional com mais de duas décadas servindo peixes regionais — tucunaré, tambaqui e jaraqui — assados, fritos ou em caldeirada, acompanhados de pirão e farofa de banana.

Especializada na damorida (ou damurida), prato indígena de origem Wapichana feito com peixe ou caça em caldo de tucupi, jambu e várias pimentas amazônicas; servida com beiju de mandioca.

Churrascaria local que reúne carnes nobres, paçoca de carne com farinha (prato nacional reconhecido em 2025) e farofa de banana, acompanhamento clássico do norte amazônico.

Cozinha caseira tradicional de Boa Vista com self-service de almoço farto, peixes assados, galinha caipira, arroz de galinha e sobremesas regionais como cupuaçu e tapioca.
O acesso rodoviário principal é pela BR-174, que liga Boa Vista a Manaus (cerca de 750 km ao sul) e à fronteira com a Venezuela em Pacaraima (215 km ao norte).
Aeroporto Internacional de Boa Vista Atlas Brasil Cantanhede (BVB), a ~3 km do centro da cidade.
Terminal Rodoviário José Amador de Oliveira concentra linhas regionais, interestaduais e internacionais.

Município vizinho ao sul, ligado a Boa Vista pela Ponte dos Macuxis sobre o Rio Branco; região de lavrado e cachoeiras.

Cidade às margens da BR-174 e do rio Mucajaí, ponto de parada na rota de Boa Vista para Manaus, com cachoeiras e atividades agrícolas.

Cidade-fronteira com a Guiana, separada de Lethem pelo rio Tacutu; ponto de entrada para a CARICOM e portal de turismo de natureza no lavrado.
Descubra experiências únicas, eventos imperdíveis e lugares encantadores em Boa Vista, Roraima.