Encravada na Ilha Tupinambarana, banhada pelo Rio Amazonas e a cerca de 370 km a leste de Manaus, Parintins é uma cidade ribeirinha que se transforma, todo mês de junho, na capital mundial do boi-bumbá. Com pouco mais de 100 mil habitantes, é a quarta cidade mais populosa do estado do Amazonas e uma das mais singulares do Brasil — só se chega de barco pelo Amazonas ou de avião, em voos regionais que pousam no Aeroporto Júlio Belém. Fundada em 1796 e elevada a município em 1852, Parintins guarda no centro histórico construções que contam sua história de povoamento ribeirinho, missões católicas e ciclo da borracha. A imponente Catedral de Nossa Senhora do Carmo, com sua fachada cruciforme e 42 metros de altura, é o ponto mais alto da cidade e marco da fé tupinambarana — foi para construí-la, aliás, que nasceu o Festival Folclórico em 1965. A cada último final de semana de junho, o Bumbódromo — arena em formato de cabeça de boi com capacidade para até 35 mil pessoas — vira palco da disputa apaixonada entre os bois Garantido (vermelho) e Caprichoso (azul). Três noites de toadas, alegorias monumentais, fogos, cunhãs-poranga e amo do boi compõem um espetáculo reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN. Fora do festival, a cidade convida a passeios pela Praia do Macurany, banhos de rio, visitas às Casas dos Bois e a uma gastronomia ribeirinha generosa: tambaqui na brasa, caldeirada de tucunaré, pirarucu de casaca, tacacá, açaí na cuia e o tradicional refrigerante de guaraná de Maués. Parintins é, ao mesmo tempo, cidade pequena e palco gigantesco — um daqueles destinos onde a Amazônia se mostra em sua versão mais festiva, devota e popular.
Eventos, experiências, serviços e pontos turísticos em Parintins.

Arena oficial do Festival Folclórico de Parintins, em formato de cabeça de boi estilizada, com capacidade para até 35 mil pessoas. Palco do duelo entre Garantido e Caprichoso, é também ponto de visitação fora do festival.

Concluída em 1981, é a maior construção da cidade: planta cruciforme de 75 m por 50 m, vitrais, altar de mármore italiano e pinturas internas de Frei Miguel de Pascale. Foi para arrecadar fundos para sua construção que nasceu o Festival Folclórico, em 1965.

Histórico cinema-teatro do Centro de Parintins, marco da vida cultural da cidade desde meados do século XX. Recebe sessões de cinema, peças teatrais e apresentações artísticas em sua tradicional fachada.

Templo histórico devotado a São Benedito, padroeiro de origem afro-amazônica, ponto de tradicionais procissões fluviais e da Festa de São Benedito em dezembro. Fica no Centro, próxima ao porto.

Complexo que abriga o Bumbódromo, museus do boi-bumbá, salas de exposição e espaços de ensaios. É a sede física da memória do Festival Folclórico e atração para visitas guiadas o ano inteiro.

Curral oficial do Boi Garantido, no bairro Baixa de São José: museu, galpão de alegorias, loja de itens vermelhos e palco de ensaios abertos. Coração da torcida do boi vermelho.

Quartel-general do Boi Caprichoso, no bairro Francesa: museu, lojinha de itens azuis, espaço de ensaios e visitas guiadas. Sede da torcida do boi azul desde os anos 1980.

Praia fluvial de areia clara à beira de um lago do Rio Amazonas, a poucos quilômetros do Centro. Procurada nos meses de seca (setembro a novembro) para banho de rio, futebol de areia e quiosques.
Parintins é conhecida por seus eventos que movimentam a cidade ao longo do ano.

Realizado desde 1965 no último fim de semana de junho, o duelo entre os bois Garantido (vermelho) e Caprichoso (azul) reúne mais de 100 mil pessoas no Bumbódromo em três noites de alegorias, toadas e personagens como cunhã-poranga, pajé e amo do boi. Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN.

Antes do festival, a Cidade Garantido (curral oficial do boi vermelho) abre as portas para ensaios técnicos abertos ao público, com show de toadas, marujada, batucada e itens oficiais — esquenta obrigatório para quem chega antes ao Festival.

Sede do boi azul, a Cidade Caprichoso (Curral Zeca Xibelão) recebe ensaios e apresentações de batucada, vaqueirada e itens individuais nas semanas que antecedem o festival, abertos a torcedores e turistas.

Tradicional festejo religioso de origem afro-amazônica em homenagem a São Benedito, com novenas, procissão fluvial e arraial nas dependências da Igreja de São Benedito — uma das celebrações mais antigas da cidade.

O Carnaval da Ilha Tupinambarana mistura blocos de rua, marchinhas e o famoso ritmo do boi-bumbá: as quadras dos bois Garantido e Caprichoso abrem temporada de bailes, e a folia toma a orla do Rio Amazonas.

Antes do Festival Folclórico, a cidade vive um circuito de quadrilhas, ciranda e danças folclóricas regionais em escolas, bairros e arraiais, com comidas típicas como pamonha, mungunzá e tambaqui na brasa.
Uma seleção da cena gastronômica de Parintins.

Endereço tradicional da culinária regional em Parintins, especializado em peixes amazônicos: tambaqui assado na brasa, costela de tambaqui e caldeiradas servidas em ambiente familiar à beira-rio.

Casa especializada no tambaqui aberto e assado lentamente na brasa, prato-síntese da Amazônia, acompanhado de farofa de banana, vinagrete de tucupi e pirão.

Especialidade da casa: caldeirada de tucunaré com ovo, pimentão e cheiro-verde, servida com arroz, farinha-d'água e jambu — almoço fartos para quem chega depois do passeio de barco.

Restaurante regional que serve maniçoba (folha de maniva cozida por dias com carnes), pato no tucupi e pirarucu de casaca — pratos amazônicos preparados em receita tradicional.

Ponto tradicional para provar o tacacá na cuia: caldo quente de tucupi, goma de tapioca, jambu e camarão seco — referência da culinária de rua de Parintins, principalmente no fim de tarde.
O Aeroporto Júlio Belém (PIN) recebe voos regionais e charters, principalmente intensificados na temporada do Festival Folclórico em junho.
O modal mais tradicional para chegar a Parintins: barcos regionais saem de Manaus (Estação Hidroviária e Manaus Moderna) e descem o Rio Amazonas em viagem panorâmica.
Não há rodovia até Parintins — quem vem de carro ou ônibus precisa embarcar em balsa ou barco em Manaus, Itacoatiara ou Parintins (PA).
Sem ligação rodoviária direta: o acesso de carro depende de ferry-boat e barcos longos pelo Rio Amazonas.

Município limítrofe ao sul de Parintins, banhado pelo Rio Andirá e parte do território Sateré-Mawé — terra do guaraná silvestre e de festas tradicionais ribeirinhas.

Conhecida como ''Terra do Guaraná'' por ser a maior produtora mundial do fruto, abriga a Festa do Guaraná e comunidades Sateré-Mawé que cultivam o waraná tradicional.

Pequeno município ribeirinho às margens do Paraná do Ramos, próximo a Parintins, conhecido pela pesca artesanal e pela tradicional Festa de São José Operário.

Município limítrofe ao norte de Parintins, ligado à lendária terra das amazonas — guerreiras indígenas que deram nome ao maior rio do mundo. Acesso fluvial pelo Rio Nhamundá.

Terceira maior cidade do Amazonas, conhecida como ''Cidade da Pedra Pintada'', porto graneleiro estratégico e parada comum nos barcos regionais entre Manaus e Parintins.
Descubra experiências únicas, eventos imperdíveis e lugares encantadores em Parintins, Amazonas.