A 250 km a leste de Manaus, na margem esquerda do Rio Amazonas, Itacoatiara é a segunda maior cidade do estado e um dos portos fluviais mais movimentados do Brasil. Seu nome vem do tupi e significa ''pedra pintada'' — uma referência direta às inscrições rupestres com datas de 1744 e 1754 talhadas no afloramento rochoso da orla, em frente à Catedral, marco da chegada dos portugueses ao território. Fundada em 1759 como Vila de Nossa Senhora do Rosário de Serpa, foi o terceiro povoado estabelecido no Amazonas e ganhou o nome atual em 1874. A história ribeirinha está estampada no centro: a Catedral de Nossa Senhora do Rosário (construída entre 1939 e 1940), a Praça Luíza Valério com seu relógio de 1968, o Casarão Oscar Ramos e a Capela de São Francisco compõem um conjunto arquitetônico que conta cinco séculos de Amazonas. O grande cartão-postal é a Avenida Parque, uma alameda de 1,8 km coberta por oitizeiros centenários que formam um verdadeiro túnel verde — perfeita para caminhadas no fim de tarde. A Beira-Rio, com sua orla revitalizada e o porto graneleiro mais importante da Amazônia central, oferece o melhor ângulo para ver os famosos pôr do sol amazônicos refletidos no rio. Nos meses de seca (setembro a novembro), praias fluviais de areia branca emergem ao redor da cidade. A cada setembro, Itacoatiara para tudo para o FECANI — Festival da Canção, realizado desde 1985 e reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Amazonas, que projeta cantores e compositores regionais. A gastronomia é puramente amazônica: tambaqui na brasa, caldeirada de tucunaré, pirarucu de casaca, tacacá, açaí na cuia e o jambu que adormece a língua.
Eventos, experiências, serviços e pontos turísticos em Itacoatiara.

Construída entre 1939 e 1940, a Catedral é dedicada à padroeira da cidade desde a fundação em 1759 e sede da Prelazia Territorial de Itacoatiara. Sua fachada branca de inspiração colonial é cartão-postal da Praça da Matriz.

Afloramento rochoso à beira do Rio Amazonas, em frente à Catedral, que dá nome à cidade (do tupi ita-kwatiara, ''pedra pintada''). Conserva inscrições com datas de 1744 e 1754 e símbolos coloniais portugueses.

Calçadão revitalizado que acompanha o Rio Amazonas, com Praça do Mirante, quiosques de comida regional e o melhor ponto da cidade para ver o pôr do sol amazônico refletido no rio.

Alameda de 1,8 km totalmente coberta por oitizeiros centenários que formam um túnel verde no centro da cidade. Inspirada nos Champs-Élysées, é o cartão-postal mais fotografado de Itacoatiara.

Construída em 1968 no centro de Itacoatiara, é ponto de encontro tradicional dos itacoatiarenses, com vista privilegiada para o Rio Amazonas e fim de tarde animado por barracas de tacacá e açaí.

Segundo maior porto fluvial do Brasil em movimentação de grãos, com terminais que escoam soja e milho da região central do país via Rio Amazonas. Visita guiada oferece dimensão da logística amazônica.

Construção neoclássica do século XIX com altar em madeira de lei, uma das edificações religiosas mais antigas preservadas em Itacoatiara, no Centro Histórico.

Símbolo histórico da cidade construído no início do século XIX, abriga referências da arquitetura do ciclo da borracha e do comércio fluvial. Hoje é espaço de relevância cultural no Centro.

Lago histórico onde refugiaram-se moradores em conflitos coloniais e ligado à origem da Vila de Serpa (1759). Hoje sedia uma comunidade quilombola e é foco de estudos de geoturismo sustentável.
Itacoatiara é conhecida por seus eventos que movimentam a cidade ao longo do ano.

Realizado desde 1985, o FECANI é o mais tradicional festival de música do interior do Amazonas e foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do estado pela Lei 3.983/2013. Compositores e intérpretes amazonenses disputam noites de canção autoral em setembro, atraindo milhares de pessoas ao Centro de Eventos.

Maior feira agropecuária e cultural do leste do Amazonas, com exposição de gado, rodeio, shows nacionais e barracas de comida típica regional, em outubro, no recinto de eventos da cidade.

Padroeira da cidade desde a fundação em 1759, Nossa Senhora do Rosário é homenageada todo dia 7 de outubro com novenas, missas, procissão e arraial nas dependências da Catedral, no centro histórico.

O Carnaval da Velha Serpa começa com a chegada da tradicional boneca Tia Suzana, símbolo da folia local. A festa segue com blocos de rua, marchinhas e bailes nos clubes às margens do Amazonas.

O ciclo junino mobiliza escolas, bairros e arraiais com quadrilhas, danças folclóricas regionais, comidas típicas (pamonha, mungunzá, tambaqui na brasa) e apresentações culturais ao longo de junho.

Em 25 de outubro a cidade celebra a data de elevação a município (1874) com programação cultural, missa solene na Catedral, hasteamento de bandeira na Avenida Parque e apresentações artísticas na orla.
Uma seleção da cena gastronômica de Itacoatiara.

Casa tradicional na orla de Itacoatiara especializada em peixes amazônicos: tambaqui assado na brasa, costela de tambaqui e caldeirada de tucunaré servidos com vista para o Rio Amazonas.

Especialidade da culinária regional: tambaqui aberto e assado lentamente na brasa, prato-síntese da Amazônia, acompanhado de farofa de banana, vinagrete de tucupi e pirão de peixe.

Caldeirada de pirarucu ou tucunaré com ovo, pimentão e cheiro-verde, servida com arroz, farinha-d'água e jambu — almoço farto típico das casas ribeirinhas da cidade.

Restaurante regional com pratos amazônicos preparados em receita tradicional: maniçoba (folha de maniva cozida por dias com carnes), pato no tucupi e pirarucu de casaca.

Ponto tradicional para provar o tacacá na cuia: caldo quente de tucupi, goma de tapioca, jambu e camarão seco — referência da culinária de rua de Itacoatiara, principalmente no fim de tarde.
Itacoatiara é uma das poucas cidades do interior do Amazonas com acesso rodoviário direto a Manaus, pela rodovia AM-010 (Estrada de Itacoatiara), totalmente asfaltada.
O Aeroporto de Itacoatiara recebe voos regionais e fretados, mas a opção mais comum é desembarcar em Manaus (MAO) e seguir de carro/ônibus pela AM-010.
O modal mais tradicional do Amazonas: barcos regionais saem de Manaus e descem o Rio Amazonas, com Itacoatiara como primeiro grande porto na rota para Parintins, Santarém e Belém.
Linhas rodoviárias regulares ligam Manaus a Itacoatiara pela AM-010, com partidas diárias do Terminal Rodoviário de Manaus.

Cidade ribeirinha encravada entre o Lago Saracá e o Rio Urubu, conhecida pelo turismo de pesca esportiva, ecoturismo comunitário e por preservar arquitetura colonial portuguesa.

Município à beira do Rio Amazonas, conhecido pela hospitalidade ribeirinha, pesca artesanal e por sediar uma das maiores festas em louvor a São José Operário do interior do Amazonas.

Capital do Amazonas e maior cidade da região Norte, é o portão de entrada para a Amazônia: Teatro Amazonas, encontro das águas e o histórico Mercado Adolpho Lisboa.

Município no baixo Amazonas, terra do guaraná Sateré-Mawé e de comunidades indígenas tradicionais, com forte identidade ribeirinha e festa do guaraná em outubro.

Cidade às margens do Rio Madeira, próxima a Itacoatiara, com vocação agrícola (mandioca, banana) e festejos juninos tradicionais que misturam quadrilhas e danças regionais.
Descubra experiências únicas, eventos imperdíveis e lugares encantadores em Itacoatiara, Amazonas.