Capital do Amazonas e maior cidade da Amazônia, Manaus é o portal para a maior floresta tropical do planeta — uma metrópole de mais de 2,2 milhões de habitantes encravada na confluência do Rio Negro com o Solimões. Fundada como Forte de São José da Barra do Rio Negro em 1669, a cidade conheceu seu apogeu durante o ciclo da borracha, entre o fim do século XIX e o início do XX, quando recebeu o apelido de ''Paris dos Trópicos''. Foi nessa época de fausto que ergueram-se palácios, mercados de inspiração europeia e o Teatro Amazonas, inaugurado em 1896 com cúpula recoberta por 36 mil escamas cerâmicas nas cores da bandeira nacional. Depois do colapso da borracha, Manaus se reinventou: a Zona Franca, criada em 1967, transformou a cidade em um dos maiores polos industriais do país, sem que isso apagasse sua identidade ribeirinha. Caminhar pelo Centro Histórico é cruzar o Largo de São Sebastião, visitar o Mercado Municipal Adolpho Lisboa — réplica em ferro do Les Halles parisiense — e descer até o porto flutuante para sentir o pulso amazônico. A poucos minutos do centro, o Encontro das Águas espetaculariza a natureza: por mais de seis quilômetros, os rios Negro e Solimões correm lado a lado sem se misturar, formando uma das mais impressionantes maravilhas geográficas do mundo. A gastronomia amazonense é uma celebração da floresta: tacacá fumegante na cuia, tambaqui na brasa, pirarucu de casaca, caldeirada de tucunaré, sucos de cupuaçu, açaí e graviola. Eventos como o Festival Folclórico de Parintins (no município vizinho), o Festival Amazonas de Ópera, o Carnaval de Manaus e o Boi-Manaus (aniversário da cidade, em 24 de outubro) movimentam o calendário. A cidade é também base ideal para passeios de barco a comunidades ribeirinhas, hotéis de selva e expedições para conhecer botos cor-de-rosa, vitórias-régias e a sociobiodiversidade amazônica em estado puro.
Eventos, experiências, serviços e pontos turísticos em Manaus.

Inaugurado em 1896, é o maior símbolo do ciclo da borracha: cúpula com 36 mil escamas cerâmicas, cortinas pintadas por Crispim do Amaral e palco que recebe o Festival Amazonas de Ópera.

Por cerca de 6 km, as águas pretas do Rio Negro correm lado a lado com as barrentas do Solimões sem se misturarem, formando uma das paisagens mais icônicas da Amazônia. Acessível por barco a partir do porto de Manaus.

Inaugurado em 1883 e inspirado no Les Halles de Paris, com estrutura de ferro fundido importada da Europa. Reúne barracas de peixes amazônicos, ervas, frutas regionais e artesanato indígena.

Praia urbana à beira do Rio Negro, com calçadão, anfiteatro, quiosques e o pôr do sol mais famoso de Manaus. Concentra a vida noturna e os principais eventos ao ar livre.

Antiga residência do alemão Karl Waldemar Scholz, magnata da borracha, e sede do governo do Amazonas até 1995 — hoje Centro Cultural com exposições sobre a história amazonense.

Museu a céu aberto na Reserva Florestal Adolpho Ducke: 100 hectares de floresta primária, torre de observação de 42 m, viveiros de orquídeas, lagos de vitória-régia e trilhas autoguiadas.

Área de visitação pública do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia: 13 ha de floresta urbana com peixes-boi, ariranhas, jacarés, sauins-de-coleira e trilhas científicas.

Praça em frente ao Teatro Amazonas, com calçamento ondulado em pedras pretas e brancas que simboliza o Encontro das Águas — palco de eventos culturais e cafés ao ar livre.
Manaus é conhecida por seus eventos que movimentam a cidade ao longo do ano.

Realizado desde 1965 na ilha de Parintins (a ~370 km de Manaus), o duelo entre os bois Garantido e Caprichoso reúne mais de 100 mil pessoas no bumbódromo em três noites de espetáculo — Patrimônio Cultural do Brasil.

Criado em 1997, é um dos principais festivais líricos da América Latina: temporada de óperas, recitais e concertos no histórico Teatro Amazonas com elencos brasileiros e internacionais.

Comemoração do aniversário de Manaus, em 24 de outubro, com shows gratuitos de toadas, ritmos amazônicos e apresentações dos bois-bumbás em diversos pontos da cidade.

Os desfiles das escolas de samba acontecem no Sambódromo de Manaus, complementados por blocos de rua e bandas tradicionais que tomam o Centro e a Ponta Negra.

Tradicional festival junino do Amazonas, reúne quadrilhas, danças folclóricas regionais (cirandas, dança do tucandeira) e barracas de comidas típicas em junho.
Uma seleção da cena gastronômica de Manaus.

Comandado pelo chef Felipe Schaedler, é um dos restaurantes mais premiados da Amazônia: serve pirarucu na brasa, tambaqui assado, tucupi e ingredientes da floresta em pratos contemporâneos.

Especializado no tambaqui aberto e assado na brasa, prato-síntese da culinária amazonense, acompanhado de farofa, vinagrete de tucupi e banana-pacovã.

Restaurante autoral de cozinha indígena e amazônica que celebra ingredientes nativos como tucupi, jambu, cupuaçu e peixes do Rio Negro em menus degustação.

Endereço tradicional para provar o tacacá servido na cuia: caldo de tucupi quente, goma de tapioca, jambu e camarão seco — referência da culinária de rua de Manaus.

Aberto desde 1979, é uma instituição da culinária regional em Manaus: pratos fartos de pirarucu, tambaqui na brasa e caldeiradas servidos em ambiente familiar.
Aeroporto Internacional Eduardo Gomes (MAO) é a principal porta de entrada para a Amazônia, a 14 km do Centro de Manaus.
Manaus é cercada de floresta — apenas duas rodovias federais ligam a cidade ao restante do país pelo norte.
Terminal Rodoviário Huascar Angelim atende linhas para Roraima, comunidades amazonenses e o Sul do país via balsas.
Embora não haja trem, os rios são as principais ''rodovias'' da Amazônia: barcos regionais ligam Manaus a dezenas de cidades.

Do outro lado do Rio Negro pela Ponte Jornalista Phelippe Daou, abriga o Museu do Seringal Vila Paraíso e praias fluviais frequentadas pelos manauaras.

Conhecida como a ''Princesa do Solimões'', com orla movimentada, festival de cirandas e acesso a comunidades ribeirinhas e à Reserva Mamirauá.

Terceira maior cidade do Amazonas, ligada a Manaus pela AM-010, conhecida por seu porto graneleiro, praias do Rio Amazonas e a Ilha do Risco.

A ''Terra das Cachoeiras'': mais de 150 quedas-d''água, grutas e trilhas de selva acessíveis pela BR-174, perfeito para bate-volta de Manaus.
Descubra experiências únicas, eventos imperdíveis e lugares encantadores em Manaus, Amazonas.