Santana é a segunda maior cidade do Amapá e o principal porto fluvial do estado, debruçada sobre a margem esquerda do Rio Amazonas, a apenas 18 quilômetros de Macapá — com quem forma a única região metropolitana do Brasil cortada pela Linha do Equador. Sua história começa em 1753, quando portugueses e indígenas Tucuju ocuparam a Ilha de Santana, em frente à atual cidade. Por mais de dois séculos foi distrito de Macapá, até ser emancipada em 17 de dezembro de 1987. Hoje, com cerca de 123 mil habitantes, é o coração logístico da Amazônia setentrional: do Porto de Santana saem balsas e navios para Belém, Santarém, o arquipélago do Marajó e comunidades ribeirinhas de todo o Baixo Amazonas, além de cargueiros internacionais com manganês, soja e madeira certificada. Caminhar pela orla é descobrir o ritmo amazônico em estado puro — pescadores chegando de canoa com filhote, gurijuba e tucunaré, vendedores de açaí abrindo as bancas no fim da tarde e o pôr do sol incendiando o rio mais largo do mundo. A cultura local é profundamente ribeirinha e afro-amapaense, herdeira do Marabaixo, dos festejos juninos animados pelo Forrozão do Tio Gigante e da grande Festa de Sant'Ana, padroeira da cidade, celebrada em 26 de julho. Em outubro, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré reúne dezenas de milhares de fiéis em uma das maiores procissões da região Norte. A gastronomia mistura a cozinha amazônica clássica — açaí grosso tomado salgado com farinha, caldeirada de filhote, camarão regional e maniçoba — com o tempero ribeirinho da Ilha de Santana e do arquipélago do Bailique. Acolhedora, estratégica e profundamente amazônica, Santana é a porta-d'água do Amapá para o resto do Brasil.
Eventos, experiências, serviços e pontos turísticos em Santana.

Principal porto fluvial do Amapá e segundo maior porto exportador da Amazônia. Combina a operação portuária comercial — minério de manganês, soja, madeira — com o terminal de passageiros, de onde partem balsas e navios para Belém, Santarém, Marajó e comunidades ribeirinhas. Mirante natural sobre o Rio Amazonas.

Igreja matriz dedicada à padroeira da cidade, Sant'Ana, em referência à qual o município foi batizado. Centro religioso e ponto de partida das procissões da Festa de Sant'Ana em 26 de julho, é também marco arquitetônico do centro de Santana.

Calçadão à beira do Rio Amazonas, com bancas de açaí, tacacazeiras, mirantes para o pôr do sol e o vai-e-vem das balsas e dos pescadores. É o coração social da cidade no fim da tarde.

Pavilhão histórico que reúne pescadores, açaiteiros e vendedoras de ervas e farinhas. É onde os ingredientes do estuário amazônico — tucupi, jambu, gurijuba, filhote, pirarucu — chegam frescos das comunidades ribeirinhas.

Ilha em frente à cidade, no Rio Amazonas, onde a história do município começou em 1753. Hoje é distrito ribeirinho com comunidades tradicionais, casas de palafita e travessia regular de catraia desde a orla.

Principal espaço cultural de Santana, recebe espetáculos teatrais, mostras de cinema, festivais de música regional e apresentações de Marabaixo. Importante palco de fomento à cultura afro-amapaense.

Balneário de água doce em ilha próxima a Santana, com praias de água barrenta do Amazonas, restaurantes flutuantes e travessia rápida de barco. Refúgio dos santanenses nos fins de semana.
Santana é conhecida por seus eventos que movimentam a cidade ao longo do ano.

Maior celebração religiosa de Santana, em homenagem à padroeira Sant'Ana. Reúne novenários, procissão fluvial pelo Rio Amazonas, missa campal, arraial e shows regionais. A festa é o ponto alto do calendário cultural e religioso da cidade desde sua fundação.

Tradicional ciclo junino de Santana, animado pelo lendário Forrozão do Tio Gigante — uma das maiores festas de forró pé-de-serra do Norte do país. Quadrilhas, comidas típicas amazônicas (açaí, tacacá, pamonha de milho do Igarapé do Lago) e bandas locais e nacionais.

Festival gastronômico que celebra o camarão regional, abundante nas águas do estuário do Amazonas. Reúne marisqueiras, restaurantes e chefs em torno de receitas tradicionais — camarão no bafo, à milanesa, no açaí e em caldeiradas amazônicas — embaladas por carimbó e brega-marcante.

Carnaval de rua animado pelos blocos tradicionais e bandas regionais, com forte presença afro-amapaense via Marabaixo. Os festejos vão da abertura ao encerramento na Orla, com concursos de fantasias, bois-bumbá e shows nas praças.

Em outubro, o Círio reúne cerca de 50 mil fiéis em uma das maiores procissões católicas do Norte do Brasil. Inspirado no Círio de Belém, mistura procissão fluvial pelo Amazonas, romaria pela orla e arraial após a missa.
Uma seleção da cena gastronômica de Santana.

Casa tradicional na área portuária, com vista para o Rio Amazonas e cardápio inteiramente amazônico — filhote ao tucupi, caldeirada de gurijuba, tucunaré na chapa e camarão regional no bafo. Parada obrigatória de quem chega ou parte de balsa para Belém.

Açaiteria histórica do Mercado Municipal de Santana, frequentada por estivadores, ribeirinhos e moradores. Serve o açaí grosso ao estilo amazônico — tomado salgado, com farinha de mandioca e peixe frito — receita que se mantém intacta há décadas.

Casa familiar especializada em peixes regionais, com destaque para o tucunaré frito acompanhado de farofa de tucupi e o filhote na chapa. Ambiente despojado de beira-rio, com mesas voltadas para o Amazonas.

Conjunto de bancas tradicionais que servem maniçoba — prato afro-amazônico feito com folhas de maniva cozidas por dias, carnes defumadas e temperos da floresta. Uma das gastronomias mais antigas do estuário amazônico.
Santana é acessível pela BR-156, principal eixo rodoviário do Amapá, que liga Laranjal do Jari ao sul até Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa, ao norte. A AP-070 conecta diretamente a cidade a Macapá em cerca de 25 minutos.
Santana não tem aeroporto próprio. Os voos chegam ao Aeroporto Internacional de Macapá - Alberto Alcolumbre (MCP), a cerca de 25 km do centro de Santana, com voos diários para SP, RJ, BSB e Belém.
O Porto de Santana é o principal terminal fluvial do Amapá. Recebe balsas e navios de Belém (PA), Santarém, Almeirim e cidades ribeirinhas do Marajó e do Baixo Amazonas — alguns dos roteiros fluviais mais icônicos do Brasil.
Santana é integrada à Região Metropolitana de Macapá-Santana por linhas urbanas frequentes. Linhas regionais conectam a cidade a Mazagão, Laranjal do Jari, Oiapoque e demais municípios do Amapá pela BR-156.

Capital do Amapá, única capital brasileira cortada pela Linha do Equador. Abriga a Fortaleza de São José, o Marco Zero do Equador e o Trapiche Eliezer Levy. Conurbada com Santana, forma a Região Metropolitana de Macapá-Santana.

Cidade histórica fundada em 1770 pelos refugiados portugueses de Mazagão (Marrocos). Em julho recebe a célebre Festa de São Tiago, com cavalgada e encenação de mouros e cristãos.

Cidade no centro do Amapá, polo de extrativismo e ecoturismo, próxima à Floresta Nacional do Amapá e a cachoeiras amazônicas.

Cidade no eixo da BR-156, conhecida pela Cachoeira do Mutum e pela Hidrelétrica de Ferreira Gomes no Rio Araguari, com praias de água doce e ecoturismo amazônico.
Descubra experiências únicas, eventos imperdíveis e lugares encantadores em Santana, Amapá.