Macapá é a capital do Amapá e a única capital brasileira cortada pela Linha do Equador — uma cidade-fronteira entre os hemisférios Norte e Sul, debruçada sobre a margem esquerda do Rio Amazonas, em sua reta final antes do Atlântico. Fundada em 4 de fevereiro de 1758 como Vila de São José de Macapá, nasceu ao redor da imponente Fortaleza de São José, erguida pelos portugueses entre 1764 e 1782 para defender a foz do maior rio do mundo. Hoje, com cerca de 442 mil habitantes, é a porta de entrada para a Amazônia setentrional e também para a Guiana Francesa, com voos internacionais saindo do Aeroporto Alberto Alcolumbre. O céu macapaense tem o ritmo do equador: chuvas tropicais súbitas, sol forte e o famoso fenômeno do Equinócio das Águas — quando o Sol nasce alinhado exatamente sobre o monumento do Marco Zero, atraindo curiosos e fotógrafos. Caminhar pela orla é descobrir a alma da cidade: o Trapiche Eliezer Levy avança 386 metros sobre o Rio Amazonas e oferece um dos pôres do sol mais cinematográficos do Brasil, com botos rosa cruzando as águas barrentas. A cultura local pulsa no Marabaixo — manifestação afro-amapaense de tambor, dança e ladrão, reconhecida como patrimônio imaterial — e no Sambódromo, terceiro maior do país. A gastronomia é puro Amazonas: filhote ao tucupi, caldeirada de gurijuba, camarão regional, açaí grosso tomado salgado com farinha de mandioca e peixe frito. No futebol, o Estádio Zerão tem a particularidade única de ter a linha do equador atravessando o gramado — um time joga em cada hemisfério. Acolhedora, geograficamente improvável e profundamente amazônica, Macapá é uma cidade onde o tempo, o rio e o mundo se encontram.
Eventos, experiências, serviços e pontos turísticos em Macapá.

Maior fortaleza colonial portuguesa das Américas, construída entre 1764 e 1782 às margens do Rio Amazonas para defender a foz. Tem planta em estrela com quatro baluartes, paredes de cinco metros de pedra e cal e oferece vista panorâmica do rio. Patrimônio histórico nacional.

Monumento que marca a passagem da Linha do Equador exatamente sobre Macapá — única capital brasileira cortada pela linha imaginária. Durante os equinócios de março e setembro, o Sol nasce alinhado pelo eixo do obelisco, criando o famoso Equinócio das Águas.

Píer de 386 metros que avança sobre o Rio Amazonas, inaugurado em 1945 e reformado em 2024 dentro do projeto Orla Viva. Tem bondinho elétrico, sorveteria, restaurante na ponta e oferece o melhor pôr do sol da cidade — com botos rosa cruzando as águas.

Único estádio do mundo cortado pela Linha do Equador exatamente no meio do gramado — um time joga no Hemisfério Norte e o outro no Sul. Inaugurado em 1990, tem capacidade para cerca de 10 mil torcedores e abriga jogos do Campeonato Amapaense.

Localizado na Avenida Ivaldo Alves Veras, é considerado o terceiro maior sambódromo do Brasil em estrutura, atrás apenas da Sapucaí (RJ) e do Anhembi (SP). Recebe os desfiles do Carnaval, festivais de samba enredo e o desfile cívico de 7 de Setembro.

Ampla praça em frente à Fortaleza de São José, é um dos cartões-postais da cidade. À noite recebe tacacazeiras e barracas de açaí; durante o dia, é ponto de encontro de famílias e turistas que visitam a Fortaleza.

Centro de Pesquisas Museológicas batizado em homenagem ao pajé Raimundo dos Santos Souza, o 'Sacaca'. Recria a céu aberto o cotidiano de povos ribeirinhos, indígenas e extrativistas amazônicos. Funciona de terça a domingo, 9h-17h, com entrada gratuita.

Pavilhão histórico que reúne bancas de pescadores, vendedores de ervas medicinais, açaiteiros e mariquitas. É o lugar onde os ingredientes da Amazônia oriental — tucupi, jambu, pirarucu, gurijuba e açaí — chegam frescos do interior do estado.

Estende-se por mais de cinco quilômetros à beira do Rio Amazonas, com pista de caminhada, ciclovia, quiosques de açaí e tacacá e mirantes para o pôr do sol. Conecta a Fortaleza, o Trapiche Eliezer Levy e o Forte de São José em um grande percurso turístico.
Macapá é conhecida por seus eventos que movimentam a cidade ao longo do ano.

Fenômeno astronômico em que o Sol nasce alinhado exatamente sobre o obelisco do Marco Zero, projetando sua luz pelo eixo do equinócio. Acontece em março e setembro e atrai turistas, fotógrafos e cientistas para a madrugada no Marco Zero do Equador.

Considerado o terceiro maior sambódromo do Brasil em estrutura, o Sambódromo de Macapá recebe os desfiles das escolas de samba do Amapá, com forte presença de elementos afro-amazônicos, ritmos regionais e blocos de rua espalhados pela cidade.

Tradicional festival gastronômico realizado no distrito de Curiaú e na orla de Macapá. Reúne chefs locais e marisqueiras em torno do camarão regional preparado de várias maneiras — no bafo, à milanesa, com açaí ou em caldeiradas amazônicas.

Celebração da fruta-símbolo da Amazônia oriental, com degustações, oficinas e shows de carimbó e brega-marcante. O festival valoriza a produção extrativista de comunidades ribeirinhas do Amapá e ensina o consumo tradicional do açaí — grosso, salgado e com farinha de mandioca.
Uma seleção da cena gastronômica de Macapá.

No fim do Trapiche Eliezer Levy, sobre o Rio Amazonas, o restaurante é parada obrigatória pela vista privilegiada do pôr do sol e pelos pratos regionais — filhote ao tucupi, caldeirada de gurijuba e camarão amazônico no bafo.

Açaiteria histórica da capital, frequentada por gerações de macapaenses. Serve o açaí 'grosso', tradicional do Amapá — tomado salgado, com farinha de mandioca e peixe frito, ou doce, com tapioca e castanha-do-pará.

Casa tradicional de Macapá há mais de duas décadas, mistura cozinha baiana com peixes amazônicos. Famosa pelo filhote na chapa, moqueca de tucunaré e camarão na moranga, em ambiente familiar.

Ao entardecer, ao redor da Praça da Bandeira e da Fortaleza, surgem as tacacazeiras com cuias fumegantes de tacacá — caldo de tucupi, jambu, camarão seco e goma de tapioca. Ritual amazônico imperdível em Macapá.
O Aeroporto Internacional de Macapá - Alberto Alcolumbre (MCP) fica a cerca de 4 km do centro, com voos diários para SP, RJ, BSB, Belém e voos internacionais sazonais para Caiena (Guiana Francesa).
Macapá é uma das únicas capitais brasileiras sem ligação direta por rodovia federal a outras capitais. O acesso por terra se dá pela BR-156 (sentido norte-sul, ligando à Guiana Francesa) e por ferry desde Belém.
O Terminal Rodoviário de Macapá recebe linhas regionais para Santana, Oiapoque, Laranjal do Jari e Calçoene. Linhas urbanas integram a Região Metropolitana de Macapá-Santana.
Macapá é porto fluvial estratégico no Rio Amazonas. As principais saídas partem do vizinho Porto de Santana, com balsas e navios para Belém (PA), Santarém e cidades ribeirinhas amazônicas.

Segunda maior cidade do Amapá, conurbada com Macapá. Abriga o principal porto fluvial do estado, com saídas de balsa para Belém e cidades do arquipélago do Marajó.

Cidade histórica fundada em 1770 pelos refugiados portugueses de Mazagão (Marrocos). Em julho, recebe a famosa Festa de São Tiago, com cavalgada e encenação de mouros e cristãos.

Cidade no centro do Amapá, próxima à Reserva Biológica do Rio Trombetas. Polo de extrativismo, ecoturismo e portal para a Floresta Nacional do Amapá.

Cidade no eixo da BR-156, conhecida pela Cachoeira do Mutum e pela Hidrelétrica de Ferreira Gomes no Rio Araguari. Acesso a praias de água doce e ecoturismo amazônico.
Descubra experiências únicas, eventos imperdíveis e lugares encantadores em Macapá, Amapá.