Laranjal do Jari é a terceira maior cidade do Amapá e uma das mais singulares da Amazônia brasileira: erguida sobre palafitas na margem direita do Rio Jari, ganhou o apelido carinhoso de 'Beiradão' — uma cidade onde as ruas são, na verdade, passarelas de madeira suspensas sobre a várzea, conectando casas, comércios e igrejas em um traçado fluvial único no país. Com cerca de 50 mil habitantes e território maior que a Bélgica (mais de 30 mil km²), o município nasceu nos anos 1960-70 com a chegada de trabalhadores nordestinos para o Projeto Jari, megaprojeto agroindustrial idealizado pelo bilionário norte-americano Daniel K. Ludwig. Os migrantes se instalaram na beira do rio em palafitas, formando o núcleo urbano que viria a ser emancipado em 1987. A economia gira em torno do extrativismo da castanha-do-Brasil — colhida pelas comunidades cooperativadas de São Francisco do Iratapuru —, do açaí, da pesca e do beneficiamento da madeira. A culinária é puro sabor amazônico: tambaqui assado na folha de bananeira, peixe na brasa do Rio Jari, farinha do Jari (uma das mais valorizadas do Brasil), açaí grosso tomado com farinha de mandioca e castanha doce. Cercado pela Floresta Estadual do Amapá e pela Reserva Extrativista do Rio Cajari, Laranjal do Jari é portal para a Cachoeira do Iratapuru, considerada uma das mais belas do Brasil, e para experiências profundas de ecoturismo amazônico. Visitar Laranjal é caminhar sobre o rio, ouvir o som dos botos e descobrir uma Amazônia que ainda vive em ritmo de água.
Eventos, experiências, serviços e pontos turísticos em Laranjal do Jari.

O coração de Laranjal do Jari é uma cidade inteiramente erguida sobre palafitas e passarelas de madeira suspensas sobre a várzea do Rio Jari. É considerado o maior núcleo urbano de palafitas do Brasil — caminhar pelas suas passarelas é uma experiência única na Amazônia.

A orla do Rio Jari é o ponto de encontro da cidade. Ao entardecer, ribeirinhos ancoram suas canoas, vendedores oferecem açaí e tacacá, e o pôr do sol pinta o rio de laranja. Daqui partem barcos para Almeirim (PA) e para as comunidades extrativistas.

Maior unidade de conservação estadual do Brasil em floresta tropical, com mais de 2,3 milhões de hectares no sul do Amapá. Laranjal do Jari é uma das principais portas de entrada para visitação técnica, pesquisa científica e ecoturismo de baixo impacto.

Comunidade extrativista referência mundial no manejo sustentável da castanha-do-Brasil, dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru. Recebe visitantes interessados em conhecer o manejo e provar produtos derivados da castanha.

Considerada uma das mais belas cachoeiras do Brasil, fica no Rio Iratapuru, dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável homônima. O acesso é feito por barco a partir de Laranjal do Jari, em viagem que cruza floresta amazônica preservada.

Igreja Matriz dedicada ao padroeiro São José, ponto central da vida religiosa do município. Em março recebe a procissão da Festa de São José, principal evento de fé da cidade, com fiéis que percorrem as passarelas do Beiradão.
Espaço público de lazer e convivência no centro da cidade, com pista de caminhada, área verde e quiosques. É ponto de encontro das famílias laranjalenses ao final de tarde.

Reserva federal de uso sustentável criada em 1990 que protege mais de 480 mil hectares no entorno do Rio Cajari. Abriga comunidades tradicionais que vivem da castanha-do-Brasil, do açaí e da pesca, em modelo socioambiental reconhecido.
Laranjal do Jari é conhecida por seus eventos que movimentam a cidade ao longo do ano.

Padroeiro do município, São José é celebrado em 19 de março com missa solene, novena, procissão pela passarela central do Beiradão e festa popular com comidas típicas, barracas e shows de carimbó e brega. É o evento religioso mais importante de Laranjal do Jari.
Em junho, o Beiradão se transforma em um grande arraial. Quadrilhas, bois-bumbá, comidas típicas (tapioca, milho, paçoca de castanha) e fogueiras tomam conta das passarelas e da praça central, em uma das festas mais animadas do sul do Amapá.
Realizado em julho, o Festival da Castanha celebra a colheita da castanha-do-Brasil pelas comunidades extrativistas da Reserva do Rio Cajari e de São Francisco do Iratapuru — referência mundial em manejo sustentável. Tem feira de produtos, gastronomia, oficinas e shows regionais.

O Carnaval em Laranjal do Jari acontece nas passarelas de madeira sobre o rio — um carnaval único, em que blocos seguem por palafitas e a folia se mistura ao som do brega-marcante e do carimbó. Concentra na Praça Central e termina na orla do Rio Jari.
Uma seleção da cena gastronômica de Laranjal do Jari.

Restaurantes flutuantes e casas ribeirinhas servem o tambaqui — peixe nobre do Rio Jari — na brasa, com a famosa farinha do Jari, vinagrete de tomate e arroz amazônico. É o prato-símbolo da cidade.

As casas de açaí espalhadas pelo Beiradão servem o açaí grosso típico do norte — tomado salgado, no início da noite, com peixe frito e farinha de mandioca crocante. É refeição completa para os ribeirinhos do Jari.
Cooperativa de extrativistas de São Francisco do Iratapuru oferece doces, biscoitos, óleo e a castanha in natura — referência mundial em produção sustentável. Atende visitantes que cruzam o Jari rumo à comunidade.

A farinha do Jari, fina, dourada e crocante, é uma das mais valorizadas do Brasil. Pequenas casas de farinha familiares vendem direto ao visitante, junto com tapioca, beiju e tucupi — base da culinária amazônica.
O acesso terrestre se dá pela BR-156, que liga Macapá a Laranjal do Jari (cerca de 250 km, parcialmente pavimentada). Trecho desafiador em períodos chuvosos — preferir veículos com tração.
O aeroporto municipal de Laranjal do Jari está desativado para voos comerciais regulares. O aeroporto de referência é o Internacional de Macapá - Alberto Alcolumbre (MCP), seguido de viagem por BR-156 ou barco.
Laranjal do Jari é cidade-porto no Rio Jari. Saem barcos regulares para Macapá (cerca de 16h de viagem) e catraias frequentes para Almeirim (PA), do outro lado do rio. É a forma tradicional de chegar à cidade.
Linhas regionais conectam Laranjal do Jari a Macapá e cidades intermediárias da BR-156. Terminal rodoviário recebe ônibus de Macapá com partidas diárias.

Cidade vizinha conurbada com Laranjal, separada apenas pelo Rio Jari. Emancipada em 1994, abriga indústrias do antigo Projeto Jari e tem perfil ribeirinho semelhante.

Cidade do Pará localizada na outra margem do Rio Jari, acessada por catraia ou balsa em poucos minutos. Forma com Laranjal um eixo binacional comercial e cultural intenso.
Cidade histórica fundada em 1770 por refugiados portugueses de Mazagão (Marrocos). Acesso por BR-156. Famosa pela Festa de São Tiago em julho, com cavalgada e encenação de mouros e cristãos.

Capital do Amapá, cortada pela Linha do Equador. Distância por estrada (BR-156) e barco; é o principal hub aéreo e logístico para chegar a Laranjal do Jari.
Descubra experiências únicas, eventos imperdíveis e lugares encantadores em Laranjal do Jari, Amapá.