Sena Madureira é a terceira maior cidade do Acre, banhada pelo Rio Iaco e cercada pela floresta amazônica do Vale do Purus. Fundada em 25 de setembro de 1904 pelo Coronel Siqueira de Menezes como capital do antigo Departamento do Alto Purus, recebeu o nome em homenagem ao Coronel Antônio de Sena Madureira, militar herói da Guerra do Paraguai. Com cerca de 46 mil habitantes, ocupa um território de mais de 25 mil km² — o equivalente a 16% do estado — fazendo dela um portal para a Amazônia profunda, com igarapés, seringais históricos e a Reserva Extrativista do Cazumbá-Iracema. Conhecida como a "terra do mandim" (peixe-símbolo da cidade), Sena Madureira preserva a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, construída em 1910 pelos Servos de Maria vindos da Itália — a igreja mais antiga do Acre, em estilo simples colonial amazônico, marca do início da evangelização da região. No Centro, a Avenida Avelino Chaves e a praça em frente à matriz são pontos de encontro, especialmente nos finais de tarde, quando o calor amazônico cede e a cidade se enche de gente conversando, tomando açaí e jogando dominó. Às margens do Iaco, o porto recebe barcos de ribeirinhos vindos das colocações dos seringais — herança viva do ciclo da borracha. A gastronomia gira em torno do mandim, do tambaqui, da maniçoba, do pirarucu de casaca e da farinha d'água torrada nas casas-de-farinha das comunidades. Tradicional e acolhedora, Sena Madureira é parada obrigatória para quem percorre a BR-364 entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul.
Eventos, experiências, serviços e pontos turísticos em Sena Madureira.

Principal rio que banha Sena Madureira, afluente do Rio Purus. Suas águas escuras cruzam a cidade dividindo-a em duas margens, conectadas por ponte. O porto recebe barcos de ribeirinhos e seringueiros vindos das colocações da floresta. É o cenário do Festival do Mandi e das tardes na orla.

A igreja mais antiga do estado do Acre, construída em 1910 pelos Servos de Maria, ordem religiosa italiana que chegou diretamente da Itália em 1920 para assumir a paróquia. Em estilo simples e colonial amazônico, é símbolo da fé católica acreana e patrimônio histórico vivo do Alto Purus.

Praça central da cidade, em frente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Ponto de encontro tradicional dos senamadureirenses, abriga feirinhas, eventos religiosos, apresentações culturais e o tradicional bate-papo das tardes amazônicas, à sombra das mangueiras.

Museu instalado em casarão histórico do Centro, preserva o acervo da história da cidade e do Alto Purus — fotografias antigas, objetos do ciclo da borracha, peças indígenas dos povos Manchineri e Kulina, além de mobiliário e ferramentas dos seringais que deram origem ao município.

Sena Madureira é cercada por uma das maiores áreas de floresta preservada do Brasil, com a Reserva Extrativista do Cazumbá-Iracema e o Parque Estadual Chandless nas proximidades. Acesso a comunidades extrativistas, trilhas, igarapés e fauna amazônica como onças, queixadas e macacos.

Mercado central da cidade, ponto de venda dos produtos da floresta, da farinha d'água, do mandim e do tambaqui frescos, da castanha-do-Brasil, do açaí, do cupuaçu, do buriti e dos artesanatos indígenas e ribeirinhos. Coração da economia popular do Vale do Purus.
Sena Madureira é conhecida por seus eventos que movimentam a cidade ao longo do ano.

Principal festa cultural de Sena Madureira, celebra o mandim — peixe que dá identidade à cidade. Reúne torneios de pesca esportiva no Rio Iaco, gastronomia regional, shows de artistas acreanos e nacionais, exposição agropecuária e atividades esportivas. É um dos maiores eventos do interior do Acre.

Tradicionais quadrilhas, fogueiras e comidas típicas no mês de junho, com arraiais nos bairros e quadrilhas de rua celebrando São João, São Pedro e Santo Antônio. A cidade vive intensamente o ciclo junino com pamonha, canjica, milho cozido e o tradicional licor de jenipapo.

Carnaval de rua tradicional, com blocos populares percorrendo o Centro e a Avenida Avelino Chaves. Tem marchinhas, samba e o típico clima amazônico de festa familiar à beira do Iaco, atraindo foliões de toda a região do Vale do Purus.

Celebração da padroeira da cidade, em 8 de dezembro, com novenário, procissão, missa solene na Igreja Matriz (a mais antiga do Acre, de 1910), arraial e quermesse na praça da matriz. É um dos momentos mais marcantes do calendário religioso e cultural senamadureirense.
Uma seleção da cena gastronômica de Sena Madureira.

Casas tradicionais espalhadas pelo Centro e pela orla do Iaco que servem o mandim — peixe-símbolo da cidade — frito, ensopado ou na brasa, acompanhado de farinha d'água, pirão e arroz branco. Identidade gastronômica de Sena Madureira.

Restaurantes regionais que servem tambaqui assado na folha de bananeira, costela de tambaqui na brasa e pirarucu de casaca — receita amazônica que combina pirarucu desfiado, banana-da-terra, farofa e azeitonas em camadas gratinadas.

Casas familiares que servem maniçoba (folha de mandioca cozida por dias com carnes), pato no tucupi, baião acreano, carne de sol com farinha d'água torrada e doces de cupuaçu, taperebá e buriti. Sabores amazônicos genuínos.
O acesso terrestre é feito pela BR-364, que liga Rio Branco a Cruzeiro do Sul cruzando o estado. Sena Madureira fica a cerca de 145 km da capital, com trecho pavimentado em boa parte do percurso.
Sena Madureira não possui aeroporto comercial regular. O acesso aéreo é feito pelo Aeroporto Internacional Plácido de Castro (RBR), em Rio Branco, e o restante do trajeto por carro ou ônibus pela BR-364.
Linhas regulares ligam Sena Madureira a Rio Branco, Manoel Urbano, Feijó e Cruzeiro do Sul, partindo do terminal rodoviário local. Empresas regionais operam o trajeto pela BR-364.
O Rio Iaco é via de transporte tradicional para comunidades ribeirinhas e extrativistas que vivem nas colocações dos antigos seringais. Embarcações de pequeno porte saem do porto de Sena Madureira para vilas no entorno.

Município ribeirinho às margens do Rio Purus, com floresta preservada, comunidades indígenas e a Reserva Extrativista do Cazumbá-Iracema nas proximidades. Acesso por estrada e pelo rio.

Pequeno município entre Sena Madureira e Rio Branco, com pequenas comunidades extrativistas, igarapés, balneários rurais e áreas de floresta nacional preservada.

Capital do Acre, banhada pelo Rio Acre, principal centro urbano do estado. Tem o Mercado Velho, o Palácio Rio Branco, o Memorial dos Autonomistas e o Parque da Maternidade.

Cidade às margens do Rio Envira, com forte presença indígena (povos Kaxinawá e Yawanawá), tradição em ayahuasca e festividades culturais únicas no calendário acreano.
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