Rio Branco é a capital do Acre e o coração pulsante da Amazônia ocidental — uma cidade banhada pelo Rio Acre, cercada pela floresta e marcada pela memória dos seringueiros, dos povos indígenas e dos autonomistas que fizeram do estado uma terra brasileira. Fundada em 1882 pelo seringalista cearense Neutel Maia, no antigo Seringal Volta da Empresa, virou capital do Território Federal do Acre em 1920 e do estado em 1962, recebendo seu nome em homenagem ao Barão do Rio Branco, diplomata responsável pela anexação acreana. Hoje, com cerca de 419 mil habitantes, a cidade se divide pelas margens direita e esquerda do rio, conectadas por seis pontes e passarelas — entre elas a icônica Passarela Joaquim Macedo, estaiada e iluminada à noite. No Centro Histórico, o Palácio Rio Branco neoclássico, o Mercado Velho revitalizado e a Catedral Nossa Senhora de Nazaré em estilo basilical romano contam a história da capital. O Parque da Maternidade, com seis quilômetros de extensão, é o maior parque linear urbano e o ponto de encontro dos rio-branquenses ao entardecer. O Memorial dos Autonomistas, a Casa dos Povos da Floresta e o Museu da Borracha guardam memórias da Revolução Acreana, dos seringais e dos povos originários. Na gastronomia, sente-se a Amazônia: tacacá fumegante na cuia, açaí grosso na tigela, peixe assado na folha de bananeira, farinha d'água e a tradicional carne de sol acreana. Acolhedora e cheia de sotaque norte-nordestino, Rio Branco é o portal para uma das regiões mais preservadas do Brasil — onde a floresta começa logo na saída da cidade.
Eventos, experiências, serviços e pontos turísticos em Rio Branco.

Antigo Mercado Municipal revitalizado, fundado em 1929 e reaberto como polo gastronômico e cultural na margem direita do Rio Acre. Reúne tacacazeiras, restaurantes, lojas de artesanato e bares com vista para a Passarela Joaquim Macedo. Ponto de encontro icônico dos rio-branquenses.

Sede do Governo do Acre, construído em estilo neoclássico no Centro Histórico. O atual edifício foi inaugurado em 1930 e tombado como patrimônio. Abriga o Museu do Palácio, com acervo sobre a história política do estado e a Revolução Acreana.

Catedral católica de Rio Branco, em estilo romano-basilical, com pedra fundamental lançada em 1948 e inaugurada em 1958. Tem três naves, 47 vitrais com cenas da Via Crúcis e abóbada apoiada em 26 colunas. Patrimônio público desde 2007.

Espaço cultural em formato de maloca indígena que celebra a história dos povos originários e dos seringueiros do Acre. Tem exposições sobre lendas amazônicas (boto-cor-de-rosa, mapinguari), artefatos indígenas e mostras sobre o extrativismo da borracha.

Museu e centro cultural dedicado à memória da Revolução Acreana e dos líderes que conquistaram a autonomia política do estado. Abriga o mausoléu de José Guiomard dos Santos e Iolanda Costa e Silva, exposições, biblioteca, café e teatro.

Maior parque linear urbano de Rio Branco, com cerca de 6 km de extensão acompanhando o Igarapé Maternidade. Inaugurado em 2002, é o principal espaço de lazer da cidade, com ciclovias, pista de caminhada, praças, lagos, restaurantes e palcos para shows.

Parque ecológico urbano com mata nativa preservada, lagos, trilhas e pista de caminhada. Refúgio verde da capital, abriga fauna amazônica como tracajás, macacos e aves, e é um dos espaços mais visitados nos finais de semana.

Ponte estaiada de pedestres sobre o Rio Acre, inaugurada em 2006, ligando o Mercado Velho à margem oposta. Iluminada à noite, virou cartão-postal da cidade e ponto de fotos com vista para o pôr do sol no rio.

Museu temático sobre o Ciclo da Borracha no Acre, com acervo de arqueologia, paleontologia, etnologia indígena e história dos seringais. Mostra fósseis amazônicos, peças indígenas e a saga dos soldados da borracha durante a Segunda Guerra.
Rio Branco é conhecida por seus eventos que movimentam a cidade ao longo do ano.

Maior feira agropecuária e cultural do Norte do Brasil, realizada anualmente no Parque de Exposições Wildy Viana. Reúne rodeios profissionais, leilões de gado, shows de artistas nacionais, comidas típicas, exposição de produtos da floresta e artesanato indígena ao longo de mais de uma semana.

Tradicional carnaval da capital acreana, com blocos de rua no Centro e na Gameleira, desfile de escolas de samba no sambódromo da Avenida Ceará, marchinhas e o típico clima amazônico de festa familiar à beira-rio.

Encontro de cultura amazônica que celebra povos indígenas, seringueiros, ribeirinhos e a biodiversidade do Acre. Reúne música regional, exposições de artesanato indígena, rituais, culinária da floresta e debates sobre sociobiodiversidade no Horto Florestal e no Parque da Maternidade.

Celebração cívica de 15 de junho, data da assinatura do Tratado de Petrópolis (1903) que oficializou o Acre como território brasileiro. Inclui solenidades no Memorial dos Autonomistas, desfiles, eventos culturais e homenagem aos heróis da Revolução Acreana.

Festival gastronômico que reúne tacacazeiras tradicionais e cozinheiros regionais celebrando o tacacá, o açaí, a maniçoba e o peixe assado. Tem música ao vivo, oficinas de tucupi e gomas e degustação na orla do Rio Acre.
Uma seleção da cena gastronômica de Rio Branco.

Conjunto de tacacazeiras tradicionais instaladas no Novo Mercado Velho, na orla do Rio Acre. Servem o tacacá quente na cuia — caldo de tucupi, goma de mandioca, jambu e camarão seco — receita amazônica que é patrimônio da cidade.

Casa tradicional acreana especializada em açaí grosso da terra, servido na tigela com farinha de tapioca, banana e castanha-do-Brasil. Diferente do açaí turbinado do Sudeste, o acreano é puro, encorpado e levemente azedo — do jeito amazônico.

Polo gastronômico revitalizado às margens do Rio Acre, reúne casas que servem peixe assado na folha de bananeira (tambaqui, pirarucu, dourada), pirarucu de casaca, baião acreano e carne de sol com farinha d'água. Vista para a Passarela Joaquim Macedo.

Casa histórica de Rio Branco, instalada num casarão centenário no Centro. Cardápio dedicado à culinária acreana — pirarucu de casaca, tambaqui assado, tacacá, baião acreano e doces de cupuaçu e taperebá.
O Aeroporto Internacional Plácido de Castro (RBR), na zona sul da cidade, fica a cerca de 25 km do Centro e é o principal acesso ao estado.
O acesso terrestre é feito principalmente pela BR-364 (que liga Rio Branco a Porto Velho e ao Centro-Oeste) e pela BR-317, que segue até a fronteira com a Bolívia e o Peru.
O Terminal Rodoviário Internacional de Rio Branco recebe linhas estaduais, interestaduais e internacionais, incluindo travessias para Bolívia e Peru.

Município vizinho à capital, conhecido como 'Quinari', com colônias agrícolas, criação de gado e festas tradicionais. Boa parte da sua área pertenceu ao antigo seringal Quinari.

Cidade na fronteira com a Bolívia, batizada em homenagem ao líder da Revolução Acreana. Tem balneários no Rio Abunã e o tradicional Festival do Açaí.

Cidade fronteiriça com a Bolívia (Cobija), polo de comércio e gastronomia binacional. Berço da família de Chico Mendes e ponto de partida para a Reserva Extrativista Chico Mendes.

Cidade histórica do seringueiro e ambientalista Chico Mendes, com a casa-museu, a Reserva Extrativista Chico Mendes e o conjunto arquitetônico da Rua do Comércio, tombado pelo IPHAN.

Município contíguo a Rio Branco, com pequenas comunidades extrativistas, igarapés, balneários rurais e a Floresta Nacional do Macauã nas proximidades.
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