Baal - O Mito da Carne: 30 anos do Teatro do Incêndio/TeatroAosTragos

Baal - O Mito da Carne: 30 anos do Teatro do Incêndio/TeatroAosTragos

Rua Treze de Maio · São Paulo

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Tipo de Experiência

Sobre o Evento

Apresentação   Em 2026, ao completar 30 anos de história, o Teatro do Incêndio faz uma releitura atualizada de seu maior sucesso: “Baal – O Mito da Carne”, resultado de uma pesquisa que uniu quatro versões e diversos fragmentos da primeira peça de Bertolt Brecht, compondo uma unidade particular e brasileira dessa obra matriz de sua dramaturgia. O espetáculo se manteve por dois anos em cartaz e foi convidado por José Celso Martinez Corrêa a cumprir uma temporada esgotada no Teatro Oficina, de janeiro a março de 1997. Hoje, na maturidade da Companhia, o espetáculo é revisto, mantendo sua estrutura inicial e a força de sua comunicação. Essa montagem comemora a existência da Companhia em 12 apresentações que buscam manter as atividades initerruptas do Teatro do Incêndio desde sua fundação.   Texto do primeiro programa de 1996   “Baal deus adorado pelos seminatas como a deusa do dia de hoje: Iansã, deusa do furacão. Os profetas judeus que anunciavam o deus Mona, de concepção “elevada”, detestavam este deus que renascia incessantemente sagrando a vida orgânica, as forças elementares do sangue, da sexualidade e da fecundidade. Baal é a tendência de toda civilização que se torna rígida, ao eterno transtorno de tornar a exaltar as forças instintivas incorretas, mas responsáveis pela continuidade da vida. No início do século foi xamado pelo poeta cantor de 21 anos, vindo com Lulu, do espírito da terra, do ventre das florestas negras para Munich, capital de capitais que fabricam a linha mecânica da civilização industrial do nosso século. Baal morreu só, na lama, olhando as estrelas e fazendo descaso. Brecht renasceu de novo & real na luta contra o capital. Mas, o cogumelo de Baal ficou na bosta fundamental de toda a sua dramaturgia, até na gula de Galileu. Deu vida de carne a todas as criaturas que mesmo no distanciamento estavam sempre como Baal cagando, olhando as estrelas e debochando. Mas B.B. não queria a solidão. Buscou a cia, a ágora, o todo mundo em companhia de muitos baals, buscando e fracassando na conquista na condição de todos os poderes aos gulosos da vida. Seus personagens, comida e comidos, heróis comi-trágicos das altas curvas de subida e descida do capital redentora do Deus único inatingível. Bertolt Brecht não matou Baal, o que morreu olhando as estrelas, fi cou no ventre de B.B. e como um guia, para que não se perdesse  o seu poeta, e a carne viva de suas entidades. Até o comunismo de BB. tinha a graça orgástica de Baal, a do primeiro fruto do pecado, que é de onde vem toda a árvore da vida. Hoje, em São Pã, fim de século e milênio, Marcelo, o Fonseca xama Baal. No elevado mundo dos juros altos, das sublimações messiânicas, das florestas de arrasadas, em que até atores viram censores das elevações consensuais, compassivas dos que estão editando o globo politicamente correto, monoteísta, seco, asséptico. Dos oasys respiração da terra, num teatro, esse Baal retorna no Brasil como o cogumelo, como muda, plantação de outra floresta e desta vez não vai morrer de solidão, nem vai ter que se esconder nos poucos vícios de seus personagens. Vai ter o luxo de todos. Este Exu que fez nascer, Brecht, como poeta pro mundo, é invocado hoje, no domínio total da economia, da buro e tecnocratia das altas esferas que em nome do Deus único, seu Jeová $real, jogam a multidão cortada na lama. Mas da lama vem o espírito da terra, do seu inferno renascem seus exus, Baal, Dionizios, Lulus, suas fomes e suas comidas. Há um renascimento, mais que político, social, religioso, de classe ou econômico, há um renascimento vital, erótico, das forças bárbaras, guerreiras, humanas que vão montar sobre estes cavalos da tecnologia de ponta e tomarem o phoder. No eterno transtorno das forças do espírito da terra estão de volta anunciando a humanidade ligada a sua bestialidade à sua origem vegetal, lembrando que não tem somente 2000 anos e que não nasceu para amar um só Jesus. Jesus tomou cogumelo com os Tahahumaras como conta Artaud que vem revindo com s

Atrativos Próximos

Informações

Data
03 de outubro de 2026 até 04 de outubro de 2026
Local
Rua Treze de Maio
São Paulo

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