A LITURGIA DA QUEDA | 08 de novembro (domingo) | 19h

A LITURGIA DA QUEDA | 08 de novembro (domingo) | 19h

Rua Pedro Taques · São Paulo

Informações

Data
08 de novembro de 2026 até 09 de novembro de 2026
Local
Rua Pedro Taques
São Paulo

Organizador

Grupo Trapo | 25 anosbot meVOU
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Sobre o Evento

Grupo Trapo estreia A Liturgia da Queda e transforma o absurdo em reflexão sobre escuta, fome e responsabilidade Nova criação do grupo, com concepção e direção de Muriel Vittorea, constrói uma fábula em que razão, técnica e linguagem são colocadas diante daquilo que não conseguem explicar. O Grupo Trapo estreia em novembro A Liturgia da Queda, nova criação com concepção e direção de Muriel Vittorea, no Nosso Canto Espaço de Arte e Cultura, na Consolação.  Em cena, cinco figuras atravessam um território em que a lógica cotidiana começa a falhar e uma pergunta aparentemente simples se impõe: o que fazemos diante daquilo que não conseguimos explicar, mas que ainda assim exige uma resposta?  A montagem se aproxima do universo do Teatro do Absurdo para investigar a distância entre ouvir, compreender e agir. Um Professor tenta organizar o mundo pela linguagem e pelo pensamento; um Médico recorre à técnica e ao diagnóstico; um Padeiro atravessa a cena entre a fome, o comércio e o espetáculo; um Liturgista conduz uma espécie de ritual sem religião; e uma presença, ora concreta, ora metafísica, insiste em lembrar que há algo que ainda não foi respondido. Sem construir uma tese fechada, o espetáculo acompanha personagens que se agarram às ferramentas que conhecem enquanto aquilo que parecia estável começa a perder sua função. Palavras, procedimentos, objetos, pão e ruínas compõem uma paisagem em que o cotidiano e o metafísico convivem, fazendo da queda não apenas um acontecimento físico, mas também um estado de confronto com os próprios limites. A dramaturgia dialoga com procedimentos do Teatro do Absurdo, trabalhando pausas, repetições, interrupções, mudanças de ritmo, deslocamentos de sentido e situações em que o humor nasce justamente da tentativa de manter alguma normalidade diante de um mundo que já não responde às mesmas regras. O trágico e o cômico convivem, enquanto a fome atravessa a obra como necessidade concreta e também como imagem de algo que permanece sem resposta. Na encenação, corpo, palavra, silêncio, luz, som e objetos constroem um espaço em transformação. O que inicialmente parece reconhecível se desorganiza aos poucos, e a própria posição do espectador é tensionada: observar deixa de ser um gesto completamente seguro quando a pergunta da cena começa a se deslocar para quem está diante dela. “A Liturgia da Queda nasce do desejo de investigar o que acontece quando aquilo que usamos para compreender e organizar o mundo também revela os nossos limites. A peça não condena o pensamento nem o cuidado. Ela pergunta o que fazemos quando, mesmo sem compreender tudo, percebemos que existe alguma coisa diante de nós que pede uma resposta”, afirma o dramaturgo e diretor Muriel Vittorea. Com a nova montagem, o Grupo Trapo dá continuidade à sua pesquisa sobre comportamentos humanos e à construção de uma cena pautada pelo trabalho corporal, pela imagem e pelo encontro direto com o público. Em A Liturgia da Queda, o absurdo não funciona como afastamento da realidade, mas como uma lente capaz de ampliar suas contradições e transformar uma situação aparentemente simples em uma experiência sobre escuta, responsabilidade e presença. Ao final, o espetáculo não procura oferecer uma moral ou uma solução definitiva. A pergunta permanece aberta, devolvida ao público: diante daquilo que não conseguimos explicar por completo, ainda somos capazes de reconhecer um chamado?     SINOPSE Um Professor e um Médico se veem diante de uma situação que exige resposta. À medida que tentam compreender o que acontece, surgem um Padeiro, um Liturgista e uma presença que parece habitar algum lugar entre o fundo e a superfície. Entre pão, diagnósticos, palavras, ruínas e rituais, A Liturgia da Queda constrói uma fábula absurda sobre homens que descobrem que escutar não é o mesmo que compreender — e que todo chamado exige uma resposta.     FICHA TÉCNICA Concepção e Direção: Muriel Vittorea. Elenco: Gui Vieira (Padeiro), Ismael Joaquim (Poço), P

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