Campina Grande é a Rainha da Borborema — segunda maior cidade da Paraíba e capital cultural do agreste nordestino, fundada em 1° de dezembro de 1697 e elevada à condição de cidade em 1864. Encarapitada a 550 metros de altitude no Planalto da Borborema, ela tem clima ameno, brisa serrana e um céu que esfria de verdade no inverno — raridade no Nordeste. Sua história é tecida pelo algodão (no início do século XX foi o segundo maior porto exportador do mundo, atrás apenas de Liverpool), pelas feiras de gado e, hoje, pela tecnologia: a cidade é conhecida como o 'Vale do Silício do Brasil', com dezenas de empresas de software ligadas à UFCG e ao Embrapii. Mas é em junho que Campina explode em cor, fogo e xote. 'O Maior São João do Mundo' transforma o Parque do Povo (42 mil m²) numa cidade dentro da cidade, com Pirâmide iluminada, fogueiras gigantes, forró pé-de-serra em três palcos simultâneos, casamento matuto, quadrilha junina e cerca de 2 milhões de visitantes ao longo de 30 dias. No coração urbano, o Açude Velho — espelho d'água de 1830 — devolve em fotografia perfeita a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, o Museu de Arte Popular da Paraíba (Três Pandeiros, projeto de Oscar Niemeyer) e as estátuas em bronze de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, reunidos em torno da mesa da 'Farra da Bodega'. Tem ainda o Teatro Municipal Severino Cabral, com sua arquitetura modernista em forma de apito; o Museu de Arqueologia da Borborema; o Casarão da Praça da Bandeira; e a Feira Central, declarada Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN em 2017. Na mesa, carne de sol com macaxeira, baião de dois, queijo coalho, rapadura, buchada, tapioca e cuscuz nordestino. Acolhedora, vibrante e sempre cantando, Campina Grande é a alma do Nordeste em ponto de festa.
Eventos, experiências, serviços e pontos turísticos em Campina Grande.

Coração da festa: 42.500 m² no centro de Campina Grande dedicados ao Maior São João do Mundo. Tem a icônica Pirâmide coberta, palcos para forró, fogueira cenográfica, cidade cenográfica nordestina e quadrilhas. Fora de junho, é palco do Encontro para a Consciência Cristã e de grandes shows.

Espelho d'água construído em 1830 no centro da cidade. Hoje é cartão-postal e área de contemplação, com pista de caminhada de 2,8 km, monumentos e o Museu de Arte Popular projetado por Niemeyer em sua margem. Cenário do pôr do sol mais fotografado de Campina.

Conjunto em bronze do escultor Joás Pereira Passos (2003), na margem do Açude Velho. Reúne Luiz Gonzaga (Rei do Baião) e Jackson do Pandeiro (Rei do Ritmo) em torno de uma mesa em forma de pandeiro - uma das selfies mais procuradas da cidade.

Templo principal da Diocese de Campina Grande, originada como capela em 1769 e elevada à categoria de catedral em 1949. Localizada na Av. Floriano Peixoto, é palco das principais celebrações religiosas da cidade.

Edifício projetado por Oscar Niemeyer em 2009, com formato inspirado em três pandeiros sobrepostos. Acervo dedicado à arte popular paraibana - cerâmica, xilogravura, cordel, esculturas em madeira e mamulengos. Margem norte do Açude Velho.

Inaugurado em 1963 e projetado pelo engenheiro Geraldino Duda, é um marco da arquitetura modernista paraibana - sua silhueta em forma de apito virou ícone da cidade. Sala principal com 700 lugares, mini-teatro Paulo Pontes e escola de balé.

Instalado no histórico Casarão da Praça da Bandeira (séc. XIX), o museu reúne acervo arqueológico do agreste paraibano - cerâmica indígena, fósseis, peças do sertão e da cultura sertaneja. Visita gratuita.

Patrimônio Cultural do Brasil (IPHAN, 2017), funciona desde o século XIX como o maior centro de comércio popular da cidade. Barracas de cordel, redes, especiarias, raízes, comidas típicas e artesanato. Fica entre as ruas Maciel Pinheiro e Marquês do Herval.
Campina Grande é conhecida por seus eventos que movimentam a cidade ao longo do ano.

Tradicional festa junina realizada ao longo de junho, no Parque do Povo. Reúne cerca de 2 milhões de visitantes em 30 dias de forró pé-de-serra, quadrilhas, casamento matuto, fogueira cenográfica gigante e shows nacionais. É a maior festa junina do planeta.

Carnaval de rua tradicional de Campina Grande, com blocos como 'Muriçocas do Miramar' (um dos maiores blocos de frevo do Nordeste), Vumbora, Cafuçu e desfiles que tomam a Avenida Floriano Peixoto, o Centro e o Parque do Povo. Clima familiar, frevo, axé e ritmos paraibanos.

Realizado em julho, aproveitando o clima ameno da Borborema, o festival reúne música erudita, jazz, MPB, oficinas, mostras de cinema e dança em vários pontos da cidade — Teatro Severino Cabral, Praça da Bandeira, museus e universidades. Promovido pela UFCG.

Celebração da música nordestina e do legado de Luiz Gonzaga, reúne sanfoneiros de todo o Brasil para apresentações ao redor das estátuas do Rei do Baião e de Jackson do Pandeiro, no Açude Velho. Geralmente integra a programação do São João.
Uma seleção da cena gastronômica de Campina Grande.

Casa de carnes campinense fundada em 1986 por Tonheca Dantas, referência absoluta em carne de sol com macaxeira na manteiga de garrafa, paçoca, baião de dois e queijo coalho. Decoração rústica em madeira, atendimento de tradição.

Restaurante temático que celebra a cultura do Cariri paraibano, com bufê de pratos típicos: baião de dois, buchada, sarapatel, galinha caipira, paçoca de pilão, doces de tabuleiro. Ambiente decorado com peças de cultura popular e cordel.

Patrimônio Cultural do Brasil (IPHAN, 2017), a Feira Central concentra dezenas de barracas de comida regional - cuscuz com queijo coalho, tapioca, mungunzá, rapadura, sarapatel, buchada e o famoso 'rala-coco'. Café da manhã e almoço autenticamente nordestinos.
Campina Grande é cortada pela BR-230 (Transamazônica), principal eixo leste-oeste da Paraíba, e pela BR-104, que liga ao agreste pernambucano. De João Pessoa são 130 km (1h45) e de Recife cerca de 190 km (3h).
O Aeroporto Presidente João Suassuna (CPV) fica a 7 km do Centro, em São José da Mata. Opera voos regulares para Recife, Brasília e São Paulo (Guarulhos), com conexões via Azul.
O Terminal Rodoviário Argemiro de Figueiredo, no Distrito Industrial, recebe linhas estaduais e interestaduais. Linhas urbanas conectam Centro, UFCG, Catolé e bairros da Região Metropolitana.

Vizinha imediata de Campina Grande, conhecida pela produção de hortifrúti, queijos artesanais e por integrar o corredor do São João - tem festas juninas próprias e clima ameno da Borborema.

Lar do Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão), maior reservatório do Cariri paraibano. Pesca esportiva, marina, mirante e passeios de barco em meio à caatinga.

Cidade do Brejo paraibano, tombada pelo IPHAN, com casario colonial preservado, engenhos históricos de cachaça e o Engenho Triunfo. Ar serrano e terra de José Américo de Almeida.

Município do agreste paraibano, conhecido pela produção de leite e derivados, festas juninas tradicionais e proximidade com a Serra de Bodopitá.

Capital paraibana, a cerca de 1h45 pela BR-230. Praias urbanas (Tambaú, Cabo Branco), Ponta do Seixas (extremo oriental das Américas), Estação Cabo Branco de Niemeyer e Centro Histórico colonial.
Descubra experiências únicas, eventos imperdíveis e lugares encantadores em Campina Grande, Paraíba.