Santarém é a pérola do Tapajós — uma cidade portuária encravada na confluência de dois gigantes, onde as águas escuras e mornas do rio Tapajós encontram as águas barrentas do Amazonas e correm lado a lado, sem se misturar, por quilômetros. Fundada em 22 de junho de 1661 pelo padre jesuíta João Felipe Bettendorff sobre uma antiga aldeia dos índios Tapajós, é uma das cidades mais antigas da Amazônia e a terceira maior do Pará, com cerca de 308 mil habitantes. Caminhar pela orla é entender Santarém: pescadores ancorando barcos coloridos, mulheres vendendo cuias de açaí grosso com farinha do Pará, o casario centenário do centro histórico recortando o céu e, ao fundo, a Catedral Nossa Senhora da Conceição em pedra branca. A cidade vive da dualidade entre o rio e a floresta — é base de partida para Alter do Chão, a praia de água doce considerada pelo The Guardian a mais bonita do mundo, e para a Floresta Nacional do Tapajós, com trilhas em meio à mata virgem. A culinária é amazônica até o osso: tucunaré assado na brasa, pirarucu de casaca, caldeirada, peixe frito com banana-da-terra, vatapá paraense e o tacacá fumegante das tardes quentes. Em setembro, todo o calendário cultural se volta para o Sairé em Alter do Chão, manifestação centenária herdada dos jesuítas que mistura procissão religiosa, mastros decorados e o eletrizante Festival dos Botos — disputa entre o Boto Tucuxi e o Boto Cor-de-Rosa, hoje reconhecida como manifestação da cultura nacional brasileira. Santarém é, portanto, encruzilhada de águas e povos: ponto onde o sertão amazônico, a fé católica, a tradição indígena Borari e a pesca artesanal compõem uma das paisagens mais cinematográficas do Brasil.
Eventos, experiências, serviços e pontos turísticos em Santarém.

Fenômeno natural que dá fama mundial a Santarém: as águas verde-azuladas do Tapajós correm lado a lado com as águas barrentas do Amazonas por mais de 6 km sem se misturar, por causa da diferença de temperatura, densidade e velocidade. Visível em passeios de barco saindo da orla.

Igreja matriz cuja construção começou em 1761 na Praça Monsenhor José Gregório, sobre o local da primeira capela de 1661. Possui seis vitrais com imagens dos evangelistas, e um pequeno museu de arte sacra com peças barrocas dos séculos XVIII e XIX.

Praia urbana de água doce na zona oeste de Santarém, formada na estiagem do Tapajós, com quiosques, areia branca e águas calmas. É o programa preferido dos moradores nos fins de semana de agosto a dezembro.

Coração comercial e cultural de Santarém, é onde a cidade desperta cedo com a chegada de barcos pesqueiros, vendedoras de açaí, ervateiros e os famosos balcões de farinha. Janela viva para a vida ribeirinha amazônica.

Conjunto urbano herdado do ciclo da borracha e do cacau, com casarões em platibanda colorida, ruas de paralelepípedo, a Praça do Mirante (Praça Mirante do Tapajós), a Praça do Pescador e o casario da Rua Floriano Peixoto.

Marco de fundação da cidade, erguido pelos jesuítas em 1661 sobre uma colina à beira do rio. Restos do forte e o pátio da antiga aldeia tapajônica permanecem como sítio histórico-arqueológico, com vista privilegiada para o encontro das águas.

Instalado em casarão neoclássico de 1867 na Praça Barão de Santarém, abriga acervo arqueológico tapajônico, peças do ciclo da borracha e arte sacra. Um dos museus mais antigos da Amazônia brasileira e parada obrigatória para entender a cidade.

A 35 km do centro, a famosa Ilha do Amor e a vila de Alter do Chão formam um cenário caribenho de areia branca e água verde no rio Tapajós. Eleita pelo The Guardian a praia de água doce mais bonita do mundo.
Santarém é conhecida por seus eventos que movimentam a cidade ao longo do ano.

Maior manifestação folclórica do oeste do Pará, herdada das missões jesuíticas do século XVIII, acontece em Alter do Chão (distrito de Santarém). Mistura procissão religiosa com hasteamento dos mastros e o eletrizante Festival dos Botos — disputa cênica entre o Boto Tucuxi e o Boto Cor-de-Rosa. Reconhecida como manifestação da cultura nacional pela Lei 14.997/2024.

Festival gastronômico-cultural que celebra o tucunaré, peixe-símbolo do Tapajós. Reúne competições de pesca esportiva responsável, concursos de pratos típicos preparados por chefs locais e shows de carimbó. Acontece tradicionalmente em Alter do Chão durante a estiagem.

Maior festa religiosa do oeste do Pará, com mais de 200 mil fiéis em sua edição mais recente. A imagem da padroeira percorre o centro de Santarém em procissão com decoração artística pelas ruas, em devoção que mobiliza toda a cidade.

Durante todo o mês de junho, arraiais espalham quadrilhas, comidas típicas (milho, tapioca, açaí, peixe assado) e shows de forró e carimbó pela cidade. Os bairros tradicionais como Aldeia, Centro e Aparecida disputam o título de melhor arraial do oeste paraense.

Em 22 de junho a cidade celebra a data da sua fundação (1661) com missa solene na Catedral, desfiles cívicos, shows na orla e queima de fogos sobre o Tapajós. A programação cultural costuma trazer bandas regionais e exposições sobre a história santarena.
Uma seleção da cena gastronômica de Santarém.

Casa tradicional santarena com mais de 30 anos na orla, referência em peixes amazônicos — tucunaré na brasa, pirarucu de casaca e filé de pescada amarela com molho de camarão. Vista para o Tapajós e clima familiar paraense.

Endereço amado pelos santarenos para o almoço de domingo. Especializada em peixe frito com banana-da-terra, açaí salgado, farinha do Pará e caldeirada de tucunaré ou filhote. Ambiente simples, porções generosas.

O mercado e o entorno do cais reúnem dezenas de boxes de comida regional. É onde se prova o açaí grosso de manhã, o tacacá fumegante ao entardecer, peixe frito com farofa de banana e cuias de tapioca quente acompanhada de pirarucu desfiado.

Os carrinhos e quiosques tradicionais da orla servem o autêntico açaí paraense — grosso, gelado, batido na hora e tomado salgado com farinha do Pará e peixe frito. Ritual de fim de tarde frente ao Tapajós, indispensável para entender Santarém.

Na vila de Alter do Chão, a 35 km do centro, casas pé na areia servem peixes do Tapajós com molho de tucupi e jambu, vatapá paraense e tucunaré recheado, tudo regado a sucos de cupuaçu, taperebá e bacuri.
O Aeroporto Internacional Maestro Wilson Fonseca (STM) fica a 15 km do centro e é o quinto mais movimentado do Norte, com voos diários para Belém, Manaus, Brasília e capitais do Sudeste.
Santarém é o ponto final norte da BR-163 (Rodovia Cuiabá-Santarém), com 1.700 km até Cuiabá. A PA-370 conecta Santarém a Alter do Chão, Belterra e Mojuí dos Campos.
O Terminal Rodoviário de Santarém recebe linhas interestaduais. Linhas urbanas e municipais ligam o centro ao aeroporto, à Vera Paz e a Alter do Chão.
Santarém é principal porto do baixo Amazonas — escala obrigatória entre Belém (880 km) e Manaus (756 km). O Terminal Hidroviário fica no centro, ao lado do cais do mercado.

Distrito de Santarém às margens do Tapajós, abriga a famosa Ilha do Amor e a praia de água doce considerada pelo The Guardian a mais bonita do mundo. Vila de pescadores Borari com vida noturna animada e palco do Sairé.

Cidade fundada em 1934 pela Ford Motor Company como segunda tentativa de seringal industrial, conserva o casario art déco americano e abriga parte da Floresta Nacional do Tapajós, com trilhas em meio à mata virgem.

Município emancipado de Santarém em 2013, é polo de agricultura familiar e produção de farinha do Pará. Acesso pela PA-370, com paisagens de cerrado amazônico raras na região.

Cidade histórica colonial encravada no estreito do Amazonas (ponto mais profundo do rio), com forte do século XVIII, casarões coloridos da Cidade Alta e tradição centenária do Carnapauxis.

Município ribeirinho às margens do baixo Tapajós, base para acessar a Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns e comunidades tradicionais de seringueiros. Pesca esportiva e ecoturismo de natureza intocada.
Descubra experiências únicas, eventos imperdíveis e lugares encantadores em Santarém, Pará.