Princesinha do Rio Paraguai e capital mundial da pesca esportiva — centro histórico tombado pelo IPHAN, casario colonial em fitas coloridas e portal do Pantanal cacerense.
Cáceres é a princesinha do Rio Paraguai, cidade histórica do sudoeste de Mato Grosso fundada em 6 de outubro de 1778 como Vila Maria do Paraguai pelo capitão Antônio Pinto de Rego e Carvalho. Posto avançado da fronteira oeste do Império, viveu seu apogeu no século XIX como entreposto comercial fluvial — daí o porto histórico, o casario colonial em fitas coloridas e os sobrados de janelas de guilhotina que valeram ao Centro Histórico o tombamento federal pelo IPHAN em 2010, único conjunto urbano inteiramente tombado de Mato Grosso. Banhada pelo Rio Paraguai e cercada pelo Pantanal cacerense, é hoje a capital mundial da pesca esportiva: o Festival Internacional de Pesca Esportiva (FIPe), realizado desde 1980, figura no Guinness Book como o maior torneio de pesca em água doce do planeta e atrai pescadores de todos os continentes na primeira semana de novembro. Os 93 mil habitantes vivem entre o calor do cerrado, a umidade do Pantanal e o ritmo lento do rio que separa o Brasil do Paraguai. A culinária é puro Pantanal: pintado na brasa, mojica de pacu, peixe ao molho de urucum, farofa de banana-da-terra e a clássica maria-isabel cacerense (arroz com charque). No centro, a Catedral de São Luís, com sua fachada inspirada em Notre-Dame e construção que durou de 1919 a 1965, divide protagonismo com a Praça Barão do Rio Branco, ponto de encontro da cidade. Quem busca natureza encontra a Estação Ecológica Serra das Araras, a poucas horas de carro, com mata virgem de cerrado e fauna riquíssima. Cáceres é fronteira, é água e é história — porto vivo do Brasil profundo.
Eventos, experiências, serviços e pontos turísticos em Cáceres.

Igreja matriz dedicada ao padroeiro São Luís, com fachada neogótica inspirada na Catedral de Notre-Dame de Paris. Construída entre 1919 e 1965 (com obras retomadas pelo bispo D. Máximo Biennés), é o cartão postal religioso e arquitetônico de Cáceres.

Coração do centro histórico, é o principal ponto de encontro de Cáceres. Cercada pela Catedral de São Luís e por casarões coloniais, abriga eventos cívicos, feiras culturais e os festejos do padroeiro.

Único conjunto urbano de Mato Grosso integralmente tombado pelo IPHAN (2010). Reúne mais de 130 edificações dos séculos XVIII e XIX em casario colonial em fitas coloridas, sobrados de janelas de guilhotina e sacadas de ferro fundido.

Maior atrativo natural da cidade. O Rio Paraguai banha Cáceres em sua margem esquerda e é palco do Festival Internacional de Pesca Esportiva. Pesque-e-solte, passeios de barco e travessias até o Pantanal cacerense saem da orla.

Trecho norte do Pantanal acessado pelo Rio Paraguai a partir de Cáceres. Pousadas pantaneiras, observação de jacarés, capivaras, ariranhas, tuiuiús e mais de 600 espécies de aves, em meio a baías, corixos e matas inundáveis.

O Marco do Jauru, monumento erguido em 1883 na Praça Barão do Rio Branco, comemora o Tratado de Madri (1750) que definiu a fronteira oeste do Brasil. Fica no coração do casario colonial mais preservado de Mato Grosso.

Unidade federal de conservação de 28.700 hectares entre Cáceres e Porto Estrela, criada em 1982 para proteger uma amostra do Cerrado. Abriga onças-pintadas, antas, capivaras, tatus e a rara arara-azul-de-lear, com pesquisa científica e educação ambiental.

Espaço cultural mantido pela Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, instalado em prédio histórico do centro. Promove exposições, shows, oficinas e apresentações de grupos tradicionais de cururu, siriri e rasqueado cacerense.
Cáceres é conhecida por seus eventos que movimentam a cidade ao longo do ano.

Realizado anualmente desde 1980 nas margens do Rio Paraguai, é reconhecido pelo Guinness Book como o maior torneio de pesca em água doce do mundo. Reúne milhares de pescadores de dezenas de países em modalidades de pesca esportiva (pesque-e-solte), shows, gastronomia e exposições.

O Carnaval cacerense ocupa as ruas do centro histórico e a orla do Rio Paraguai com blocos tradicionais, marchinhas e o ritmo regional do siriri e do rasqueado mato-grossense, em uma das festas populares mais antigas do oeste de Mato Grosso.

Festas juninas tomam praças, escolas e bairros de Cáceres em junho com quadrilhas, fogueiras, comidas típicas — pamonha, canjica, paçoca — e o lambadão cacerense embalando as noites quentes do cerrado mato-grossense.

Comemorada em 25 de agosto, a festa do padroeiro reúne novenas, missa solene na Catedral, procissão pelo centro histórico, leilões e barracas de comidas típicas. Dá nome à própria fundação da cidade — Vila São Luís de Cáceres.

Em 6 de outubro, a cidade celebra a fundação (1778) com programação cultural, desfile cívico, shows, feira de artesanato e apresentações de cururu, siriri e rasqueado, manifestações tradicionais cacerenses.
Uma seleção da cena gastronômica de Cáceres.

A orla do Rio Paraguai concentra peixarias tradicionais que servem o melhor do pescado pantaneiro: pintado na brasa, ventrecha de pacu frita, mojica e peixe ao molho de urucum, com vista direta para o rio.

Especializada no nobre pintado do Rio Paraguai — peixe-símbolo da cozinha cacerense — preparado grelhado, à milanesa, na telha ou em caldeirada, acompanhado de farofa de banana-da-terra e arroz com pequi.

Self-service de comida típica regional com destaque para a maria-isabel cacerense (arroz com charque), mojica de pacu, farofa de banana e doces conventuais como furrundu de mamão e bolo de arroz.

O Porto Velho de Cáceres, ponto histórico de embarque do século XIX, hoje abriga restaurantes flutuantes e fixos que servem peixadas pantaneiras ao pôr do sol, com o Rio Paraguai como cenário.
Cáceres é acessada pela BR-070 (a partir de Cuiabá, sentido oeste, até a divisa com a Bolívia) e pela BR-174 (eixo norte-sul, ligando ao sul de Mato Grosso e ao Mato Grosso do Sul).
O Aeroporto Regional de Cáceres (CCX) recebe voos regionais e fretados. Para voos comerciais regulares, o aeroporto mais usado é o Marechal Rondon (CGB), em Várzea Grande/Cuiabá, a cerca de 3h de carro.
O Terminal Rodoviário de Cáceres atende linhas intermunicipais e interestaduais com partidas diárias para Cuiabá e cidades da região oeste de Mato Grosso.
Cáceres é o ponto inicial da Hidrovia Paraguai-Paraná no Brasil. O Rio Paraguai permite travessias para o Pantanal cacerense e operações de turismo náutico, pesca esportiva e cargas para Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Polo agropecuário do oeste de Mato Grosso, conhecido pela cultura canavieira e pela Lenda do Minhocão de Cáceres ligada ao folclore regional. Boa parada na BR-174 a caminho de Cáceres.

Cidade de tradição agrícola no oeste mato-grossense, próxima às nascentes do Rio Jauru e à divisa internacional. Faz parte do roteiro turístico da Lagoa de Mirassol.

Pequeno município emancipado nos anos 1990, com economia ligada à agricultura familiar e ao turismo rural no entorno do Pantanal cacerense.

Município emancipado de Mirassol d'Oeste em 2005, no oeste de Mato Grosso, com paisagens de cerrado e atividade agrícola na bacia do Jauru.

Cidade fronteiriça com a Bolívia, banhada pelo Rio Jauru, ponto de passagem para a BR-174 e para o turismo de pesca e ecoturismo no extremo oeste mato-grossense.
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