Salvador é a alma afro-brasileira do país — a primeira capital do Brasil colonial, fundada por Tomé de Sousa em 29 de março de 1549, e hoje a maior cidade do Nordeste, com cerca de 2,4 milhões de habitantes debruçados sobre a Baía de Todos os Santos. Dividida entre Cidade Alta e Cidade Baixa, conectadas pelo histórico Elevador Lacerda inaugurado em 1873, Salvador é uma cidade-museu onde cada ladeira do Pelourinho conta histórias de açúcar, escravidão, resistência e festa. O Centro Histórico, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1985, reúne mais de 800 imóveis tombados e algumas das mais ricas igrejas barrocas do Brasil — como a Igreja de São Francisco, com seu interior coberto de talha dourada, e a Catedral Basílica. A herança africana pulsa em cada esquina: nos terreiros de candomblé, no som do berimbau das rodas de capoeira, no cheiro do dendê das baianas de acarajé e no ritmo do axé que ecoa o ano inteiro. Os 80 quilômetros de praias urbanas vão do Porto da Barra — eleita uma das melhores praias urbanas do mundo — até o farol mais antigo das Américas, o Farol da Barra, instalado em 1839 dentro do Forte de Santo Antônio. No verão, a cidade explode no Carnaval mais democrático do Brasil, com seus trios elétricos arrastando milhões de foliões pelos circuitos da Barra-Ondina e Campo Grande. Mas Salvador vive de festa o ano inteiro: a Lavagem do Bonfim, a Festa de Iemanjá no Rio Vermelho e a Procissão do Senhor Bom Jesus dos Navegantes mantêm vivas tradições que misturam catolicismo e religiões de matriz africana. Comer moqueca, vatapá ou bobó de camarão num restaurante da orla, ouvir um samba-reggae no Pelourinho e ver o sol mergulhar atrás da Baía de Todos os Santos é entender por que Salvador é tão querida no imaginário brasileiro.
Eventos, experiências, serviços e pontos turísticos em Salvador.

Coração do Centro Histórico de Salvador e Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO desde 1985. Suas ruas de paralelepípedo e casarões coloridos do século XVIII abrigam igrejas, museus, ateliês e a Casa de Jorge Amado. À noite, vibra com rodas de capoeira e percussão do Olodum.

Inaugurado em 1873, é o primeiro elevador urbano do mundo. Conecta a Cidade Alta (Praça Tomé de Sousa) à Cidade Baixa (Praça Cairu) num desnível de 72 metros e oferece uma das mais espetaculares vistas da Baía de Todos os Santos.

Instalado em 1839 dentro do Forte de Santo Antônio (1583), é o farol mais antigo das Américas. Marca a entrada da Baía de Todos os Santos e abriga o Museu Náutico da Bahia, com peças resgatadas de naufrágios. O entorno é point para o pôr do sol.

Considerada uma das mais ricas igrejas barrocas do Brasil, com interior totalmente recoberto por talha dourada do século XVIII (cerca de 800 kg de ouro). Os azulejos portugueses do claustro estão entre os mais belos de toda a América Latina.

Inaugurado em 1912 no edifício neoclássico da antiga Alfândega, é o maior centro de artesanato baiano: rendas, instrumentos, peças de candomblé, cerâmica e roupas. No subsolo, túneis lembram que ali desembarcavam navios negreiros.

Erguida em 1745 na Colina Sagrada da Cidade Baixa, é a igreja mais popular de Salvador. As fitinhas coloridas amarradas no portão se tornaram um dos símbolos da cidade. Cenário da maior festa religiosa baiana, a Lavagem do Bonfim.

Pequena enseada protegida entre o Forte de Santa Maria e o Forte de São Diogo, com águas calmas e claras. Eleita pelo The Guardian uma das três melhores praias urbanas do mundo. É também o local da fundação de Salvador, em 1549.

Conjunto arquitetônico do século XVII que abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). Inclui casarão, capela, senzala, engenho e parque de esculturas à beira-mar — palco do tradicional Jam no MAM aos sábados.

Construído em 1583 para defender a entrada da Baía de Todos os Santos, abriga hoje o Farol da Barra e o Museu Náutico. As muralhas e canhões originais oferecem um passeio histórico com vista privilegiada do Atlântico.
Salvador é conhecida por seus eventos que movimentam a cidade ao longo do ano.

Considerado o maior carnaval de rua do mundo, ocupa três circuitos (Barra-Ondina, Campo Grande/Osmar e Pelourinho/Batatinha) com trios elétricos de Ivete Sangalo, Bell Marques, Daniela Mercury, blocos afro como Olodum e Ilê Aiyê, axé, samba-reggae e pagode baiano em seis dias de folia ininterrupta.

Tradicional cortejo realizado na segunda quinta-feira após o Dia de Reis, leva milhares de fiéis e baianas de branco em procissão de 8 km da Igreja da Conceição da Praia até as escadarias da Basílica do Bonfim, onde lavam o adro com água de cheiro. É um dos maiores símbolos do sincretismo religioso baiano.

Em 2 de fevereiro, o bairro do Rio Vermelho se transforma na maior celebração popular dedicada à rainha do mar. Pescadores e devotos depositam presentes (flores, perfumes, espelhos) em cestos que são levados ao mar em barcos numa procissão emocionante ao amanhecer.

Réveillon oficial promovido pela prefeitura no Parque de Exposições e na orla. Reúne grandes nomes da música baiana e nacional em quatro dias gratuitos de shows que culminam na queima de fogos sobre a Baía de Todos os Santos na noite de 31 de dezembro.

Realizada em 1º de janeiro, abre o calendário religioso de Salvador. A imagem do Bom Jesus sai da Igreja da Boa Viagem em cortejo marítimo escoltado por dezenas de embarcações pela Baía de Todos os Santos, num dos mais belos espetáculos do mar baiano.

Em 4 de dezembro, abre o ciclo das festas populares de fim de ano em Salvador. A imagem de Santa Bárbara sai do Quartel dos Bombeiros em procissão pelo Pelourinho, num sincretismo direto com Iansã, orixá das tempestades e dona dos raios.
Uma seleção da cena gastronômica de Salvador.

O bairro boêmio do Rio Vermelho concentra as baianas de acarajé mais famosas da cidade — entre elas a centenária tradição da Dinha. O bolinho de feijão-fradinho frito no dendê, recheado de vatapá, caruru, camarão seco e salada, é o lanche-símbolo da Bahia.

Aberto em 2008 pela chef Tereza Paim no Rio Vermelho, é um dos endereços mais reconhecidos da cozinha contemporânea baiana. Serve clássicos como moqueca de peixe e camarão, bobó e ensopado de siri-mole em ambiente acolhedor de casarão restaurado.

Funcionando há mais de 35 anos na Avenida Otávio Mangabeira, é referência em moqueca, vatapá, caruru e bobó preparados ao melhor estilo tradicional. Vista para o mar e cardápio que celebra a herança afro-baiana.

Comandado pelo chef Beto Pimentel, é considerado por muitos críticos o melhor restaurante baiano. Os ingredientes vêm do próprio sítio em Cabula — pupunha, dendê, ervas e frutas tropicais. Imperdível a moqueca de cação e o filé Paraíso.

Mais que mercado de artesanato, abriga restaurantes tradicionais como o Camafeu de Oxóssi e o Maria de São Pedro — clássicos servindo moquecas, frigideiras e bobós há décadas, com vista para a Baía de Todos os Santos e o Elevador Lacerda.
O Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães (SSA) fica a cerca de 28 km do centro histórico — em torno de 40-50 minutos de carro.
O acesso rodoviário a Salvador é feito principalmente pela BR-324 (vinda do interior e de Feira de Santana) e pela BR-101 (eixo Norte-Sul). A BA-099 (Linha Verde) liga ao litoral norte.
O Terminal Rodoviário de Salvador, na Av. ACM, conecta a cidade a todas as regiões do Brasil. Linhas urbanas e metropolitanas integram o sistema com Lauro de Freitas e Camaçari.
Para Itaparica e o Recôncavo, ferries do Sistema Ferry-Boat saem do Terminal de São Joaquim. Catamarãs e lanchas ligam o Terminal Marítimo (próximo ao Mercado Modelo) a Mar Grande, Morro de São Paulo e Boipeba.

Município da Região Metropolitana, conhecido pelas praias de Vilas do Atlântico, Buraquinho e Ipitanga. Concentra resorts, hotéis-fazenda e o aeroporto internacional de Salvador.

Sede da Linha Verde e da rota do litoral norte. Abriga praias paradisíacas como Guarajuba, Itacimirim e Arembepe — esta última, eternizada pela aldeia hippie nos anos 70.

Maior ilha marítima do Brasil, na Baía de Todos os Santos, a 30 minutos de ferry de Salvador. Praias de águas calmas, fortes coloniais e a fonte da Bica — clássica parada baiana.

Abriga a Praia do Forte com seu Castelo Garcia D'Ávila e o Projeto Tamar, além da exclusiva Costa do Sauípe. Mistura praias de coqueirais, vilarejo charmoso e patrimônio histórico.

Histórica cidade do Recôncavo Baiano às margens do Rio Paraguaçu, tombada como Patrimônio Nacional. Berço da Festa da Boa Morte e de tradições afro-baianas centenárias.
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