Cruzeiro do Sul é a segunda maior cidade do Acre e a capital do Vale do Juruá — uma cidade encravada na Amazônia ocidental, banhada pelas águas escuras do Rio Juruá, cercada por uma floresta preservada que se estende até a fronteira com o Peru. Fundada em 28 de setembro de 1904 pelo coronel Gregório Taumaturgo de Azevedo, recebeu o nome inspirado na constelação do Cruzeiro do Sul, símbolo dos céus amazônicos. Hoje, com cerca de 91 mil habitantes, é uma das cidades mais multiétnicas do Brasil, formada por povos indígenas Nawa, Poyanawa e Nukini, descendentes de seringueiros nordestinos chegados no ciclo da borracha e por uma forte comunidade sírio-libanesa que ergueu o comércio local. A Catedral Nossa Senhora da Glória, octogonal e em estilo germânico, com 50 metros de altura e iniciada em 1957, domina a paisagem do Centro e é o cartão-postal da cidade. Pelo Rio Juruá circulam barcos e 'recreios' que ligam Cruzeiro do Sul aos seringais, comunidades ribeirinhas e à capital Manaus em viagens de até quatro dias. A cidade é a Capital Nacional da Farinha de Mandioca — título reconhecido por lei federal em 2024 — e sua farinha d'água, torrada em casas de farinha tradicionais, é referência em todo o país. À mesa, sente-se a Amazônia: tambaqui assado na folha de bananeira, paca, caça regulamentada, açaí encorpado da terra, baião acreano e doces de cupuaçu. Cruzeiro do Sul é também porta de entrada para a Reserva Extrativista do Alto Juruá e o Parque Nacional da Serra do Divisor — santuários da biodiversidade amazônica.
Eventos, experiências, serviços e pontos turísticos em Cruzeiro do Sul.

Cartão-postal e principal monumento religioso da cidade. De estilo germânico octogonal, com 50 metros de altura, sua pedra fundamental foi lançada em 1957 e a primeira missa celebrada em 1965. Suas torres são vistas de todo o Centro e o interior abriga vitrais e a imagem de Nossa Senhora da Glória, padroeira de Cruzeiro do Sul.

Principal via de transporte e alma da cidade. Com 2.410 km de extensão, é o 43º maior rio do mundo e nasce no Peru. Banha Cruzeiro do Sul, abrigando portos, recreios (barcos regionais) que ligam à Manaus em até quatro dias e comunidades ribeirinhas. O entardecer sobre o Juruá é o momento mais cinematográfico da cidade.

Mercado tradicional do Centro onde se encontra a alma cruzeirense: farinha d'água torrada na hora, açaí grosso da terra, peixes do Juruá, frutas amazônicas (cupuaçu, taperebá, buriti, abiu), ervas indígenas e o melhor da culinária do Vale. Ponto obrigatório para conhecer a Capital Nacional da Farinha de Mandioca.

Primeira Reserva Extrativista do Brasil, criada em 1990 nas proximidades de Cruzeiro do Sul. Abriga seringueiros, ribeirinhos e povos indígenas em mais de 500 mil hectares de floresta amazônica preservada, com biodiversidade única. Modelo internacional de conservação inspirado em Chico Mendes.

Praça central da cidade, ponto de encontro dos cruzeirenses ao entardecer. Cercada pela Catedral Nossa Senhora da Glória, lojas tradicionais e o casario do Centro Histórico, é palco do Aniversário da Cidade, do Carnaval e dos festivais juninos. Ideal para sentir o sotaque cantado e a hospitalidade do Vale do Juruá.

Bairro tradicional de Cruzeiro do Sul, formado por descendentes de seringueiros nordestinos e marcado pelas casas de farinha que torram a famosa farinha d'água do Juruá. Conhecer Vila Japiim é entender por que a cidade é a Capital Nacional da Farinha de Mandioca — a torra acontece no fogo a lenha e a farinha é prensada no tipiti.

Ponte sobre o Rio Juruá, símbolo de integração entre as margens da cidade. Atravessá-la, especialmente no fim de tarde, oferece uma das vistas mais bonitas do Vale do Juruá — o rio caudaloso, a floresta densa e o céu amazônico colorindo o horizonte.

Centro tradicional com casario do início do século XX, herança do ciclo da borracha e da imigração sírio-libanesa. Reúne lojas históricas, a Estação do Porto (1912, em estilo colonial inglês com arco de ferro fundido), a Catedral, a Praça Cruzeiro e o Mercado Municipal — um passeio a pé que conta a história do Vale do Juruá.
Cruzeiro do Sul é conhecida por seus eventos que movimentam a cidade ao longo do ano.

Festival que celebra a Capital Nacional da Farinha de Mandioca, título reconhecido por lei federal em 2024. Reúne casas de farinha tradicionais, concursos da melhor farinha d'água, oficinas de tucupi e tapioca, gastronomia regional e shows de música acreana e amazônica.

Celebração dos 28 de setembro, data de fundação da cidade em 1904 pelo coronel Gregório Taumaturgo de Azevedo. Programação inclui missa solene na Catedral Nossa Senhora da Glória, desfile cívico, shows na Praça Cruzeiro e queima de fogos sobre o Rio Juruá.

Tradicional ciclo junino com quadrilhas estilizadas, comidas típicas a base de milho e mandioca, forró pé-de-serra e disputas entre grupos folclóricos. As festas acontecem em arraiais montados em diversos bairros e na orla do Rio Juruá, com o sabor amazônico do tacacá juntando-se aos pratos juninos.

Carnaval de rua tradicional do Vale do Juruá, com blocos no Centro, marchinhas, frevo amazônico e o famoso 'Carnaval da Família' na Praça Cruzeiro. Inclui também o desfile de blocos indígenas Nawa e Poyanawa, que misturam ritmos afro-brasileiros e cantos ancestrais.

Festival que celebra o açaí encorpado da terra acreana — colhido nas várzeas do Juruá e batido na hora. Reúne batedores tradicionais, concursos da melhor tigela, shows regionais e oficinas sobre cultivo sustentável do açaizeiro nativo.
Uma seleção da cena gastronômica de Cruzeiro do Sul.

Conjunto de restaurantes regionais espalhados pelo Centro e pela orla do Rio Juruá especializados em tambaqui assado na folha de bananeira, costela de tambaqui na brasa, pirarucu de casaca e farinha d'água do Juruá. Receita tradicional cruzeirense, servida com baião acreano e açaí.

Cruzeiro do Sul é a Capital Nacional da Farinha de Mandioca por lei federal de 2024. As casas de farinha tradicionais — espalhadas pela zona rural e bairros como Vila Japiim — recebem visitantes para conhecer a torra da farinha d'água, provar pratos típicos como peixe com farinha torrada e levar a farinha cruzeirense para casa.

Casas tradicionais do Centro especializadas no açaí grosso da terra acreana, batido na hora e servido na tigela com farinha de mandioca, banana, peixe ou camarão seco. Diferente do açaí turbinado do Sudeste, o cruzeirense é puro, encorpado e levemente azedo — alimento, não sobremesa.

Polo gastronômico ao longo da orla do Rio Juruá, com casas que servem peixe assado e cozido (tambaqui, jaraqui, dourada), pirarucu desfiado, baião acreano, farinha d'água torrada na hora e doces regionais de cupuaçu, taperebá e buriti. Vista para o pôr do sol no rio.
O Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul (CZS), a cerca de 15 km do Centro, é o segundo aeroporto do Acre e a forma mais rápida de chegar à cidade.
O acesso terrestre é feito pela BR-364, com pavimentação completa desde 2011, ligando Cruzeiro do Sul a Rio Branco e ao restante do Brasil.
O Terminal Rodoviário de Cruzeiro do Sul recebe linhas estaduais ligando a Rio Branco, Tarauacá e Mâncio Lima.
O Rio Juruá é via tradicional de acesso. Recreios (barcos regionais) ligam Cruzeiro do Sul a Manaus em viagens de 3 a 4 dias e a comunidades ribeirinhas como Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

Município mais ocidental do Brasil, vizinho de Cruzeiro do Sul. Porta de entrada para o Parque Nacional da Serra do Divisor, na fronteira com o Peru — santuário de biodiversidade com cachoeiras, montanhas amazônicas e povos indígenas Nukini e Nawa.

Cidade vizinha do Vale do Juruá, conhecida pela produção de farinha de mandioca, açaí e pelo turismo de pesca esportiva no Rio Juruá. Comunidades extrativistas e agricultores familiares mantêm vivas as tradições amazônicas.

Cidade ribeirinha encravada na floresta amazônica, acessível principalmente por barco pelo Rio Juruá ou avião. Lar dos povos indígenas Ashaninka e Kaxinawá e da Reserva Extrativista do Alto Juruá — uma das paisagens mais preservadas do Brasil.

Município ribeirinho do Vale do Juruá, acessível por barco ou avião. Preserva o modo de vida amazônico tradicional, com casas de palafita às margens do Juruá, comunidades indígenas Nukini e Nawa e seringais ativos.

Cidade conhecida como 'Princesinha do Tarauacá', no caminho entre Cruzeiro do Sul e Rio Branco pela BR-364. Tem forte presença indígena (Yawanawá, Shanenawa, Kaxinawá), cachoeiras e o tradicional Festival do Abacaxi.
Descubra experiências únicas, eventos imperdíveis e lugares encantadores em Cruzeiro do Sul, Acre.